Senador critica discrepância entre levantamentos públicos, defende consulta a dados internos e sugere criação de ‘central de números’ pós-eleições
Em sabatina concedida à Rádio Sociedade nesta terça-feira (22), o senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) questionou a credibilidade dos institutos de pesquisas eleitorais e criticou as variações bruscas registradas nos levantamentos divulgados publicamente na Bahia.
Durante a entrevista, o parlamentar afirmou que as levantamentos divulgados geram desconfiança na população e sugeriu que os resultados, por vezes, parecem favorecer quem contratou os levantamentos.
“O problema do instituto de pesquisa é que geralmente fica parecendo que quem contrata tem algum benefício. Como é que pode você hoje ter um resultado de uma pesquisa com 10%, aí de noite sai outra e você sai de 10% para 5%, e chega uma outra você pula para 30%? O povo fica sem saber em qual instituto acreditar“, declarou o senador.
Pesquisas internas e ‘central de números’
Coronel revelou que ignora os dados públicos divulgados durante a campanha eleitoral e prefere basear as suas análises em consultas privadas encomendadas a empresas de fora do estado.
“As pesquisas internas eu sempre acompanhei na Bahia. Eu trabalho sempre com um grupo de São Paulo que faz coletas diárias para ver a evolução das candidaturas, principalmente da minha candidatura ao Senado“, explicou.
Diante do cenário de divergência entre os levantamentos, o senador defendeu que os próprios órgãos de pesquisa se unam após o pleito para padronizar metodologias e evitar a perda de credibilidade junto ao eleitorado.
“Os próprios institutos de pesquisa vão ter que se reunir após estas eleições para tentar fazer uma central de números, para que consigam ter um consenso a respeito do pesquisado e do resultado a ser publicado, porque senão termina perdendo a credibilidade“, sustentou.
O parlamentar relatou ainda uma conversa recente com um prefeito do interior para ilustrar a confusão gerada pelos números divergentes.
“Ontem um prefeito me perguntou: ‘Coronel, saiu uma pesquisa semana passada e você está com 5%, e a de ontem você está com 29%, em qual eu vou me pautar?’ Eu falei: ‘Quer um conselho? Acredita nas duas e leve o voto para a urna, que é o mais importante’“, concluiu.