Senador acusa ex-governador de planejar sua exclusão da chapa majoritária e compara caso à saída de João Leão em pleito anterior
Em um dos momentos mais tensos de sua participação na sabatina da Rádio Sociedade nesta terça-feira (22), o senador Angelo Coronel (Republicanos-BA) elevou o tom contra o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), acusando-o abertamente de ter arquitetado sua exclusão da chapa governista na Bahia.
O parlamentar baiano, que rompeu com a base aliada para migrar para o grupo de oposição encabeçado por ACM Neto (União Brasil), classificou a articulação travada pela cúpula petista como uma “apunhalada” e uma “traição” política.
“O primeiro passo começou quando Jaques Wagner lançou a chapa ‘puro-sangue’. Já foi uma falta de respeito à minha pessoa, porque ele toda semana em Brasília já estava planejando fazer essa apunhalada nas minhas costas, como fez inclusive com João Leão no passado”, desabafou o senador.
Comparação com João Leão e acusações de fritura
Ao relembrar o rompimento do ex-vice-governador João Leão (PP) com o grupo governista, Coronel marcou posição e afirmou que não aceitaria passivamente o processo de marginalização política dentro da aliança.
“João Leão absorveu, saiu também. Só que Leão é Leão, Coronel é Coronel. A partir do momento em que eles começaram a divulgar que teriam uma chapa puro-sangue, já era um prenúncio que eu seria apunhalado, que eu seria traído. E como fui traído”, declarou.
O senador atribuiu diretamente a Jaques Wagner a responsabilidade pela condução das negociações que inviabilizaram sua candidatura à reeleição ao Senado pelo grupo governista.
“O artífice, quem iniciou esse processo de fritura de Angelo Coronel chama-se o meu colega senador Jaques Wagner”, disparou.