Presidente da Câmara de Salvador comentou advertências do deputado petista sobre o interior, traçou paralelo com a vitória apertada de Lula em 2022 e projetou disputa voto a voto pelo Palácio de Ondina.
O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), comentou nesta segunda-feira (21) a repercussão do vídeo publicado pelo deputado federal Jorge Solla (PT), no qual o parlamentar adverte sobre a conduta de gestores municipais do interior da Bahia. No registro compartilhado nas redes sociais, Solla acusou prefeitos que declararam apoio formal à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de liberarem secretários e vereadores nos bastidores para apoiar a candidatura de ACM Neto (União Brasil).
Indagado pela imprensa sobre o teor do pronunciamento, Muniz ponderou que o alerta ganha relevância pelo fato de ter partido de um integrante histórico da própria base governista. “Na realidade veio de alguém do Partido dos Trabalhadores, né? Eu acho que ele sabe mais até do que eu. Eu não tenho essa informação, mas se veio de um deputado que é do PT, pode estar acontecendo isso e ele está até zangado com isso”, avaliou o chefe do Legislativo soteropolitano.
Para além do episódio pontual envolvendo as articulações municipais, Muniz aprofundou a análise sobre a correlação de forças na corrida pelo Governo do Estado e sustentou que o pleito de 2026 caminha para um desfecho milimétrico. “Continuo achando que é uma eleição difícil para quem for ganhar. Não vai ser uma eleição fácil. Essa eleição pode ser decidida com algo em torno de 100 a 200 mil votos”, projetou o vereador.
O presidente da Casa Legislativa comparou o cenário da Bahia ao equilíbrio das urnas na eleição presidencial de 2022, vencida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por uma margem estreita de votos no segundo turno. “Quando você tem um eleitorado expressivo como o da Bahia e decide uma eleição com uma margem tão pequena de votantes para a vitória, a disputa é muito difícil, exatamente como foi a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ganhou por uma porcentagem muito pequena. Isso pode vir a acontecer na Bahia”, pontuou.
Muniz concluiu alertando que o nível de polarização política e a mobilização direta das lideranças comunitárias no interior e na capital exigem precisão tática e controle de erros por parte de todas as coordenações de campanha até a abertura das urnas. “Volto a dizer: quem menos errar, ganha a eleição”, finalizou.