Na Regional FM, postulante ao Senado afirmou que a violência na Bahia exige tratamento técnico e profissional, além de canalização direta de recursos confiscados do narcotráfico para as forças de segurança.
A crise na segurança pública da Bahia foi um dos temas de maior ênfase na sabatina do candidato ao Senado João Roma (PL) no Jornal da Regional. Respondendo a questionamentos da bancada de jornalistas sobre o avanço da criminalidade no interior e na capital, Roma defendeu que o combate às facções exige firmeza política do chefe do Executivo e a modernização dos mecanismos de custeio das polícias Militar e Civil.
“A segurança pública é um tema seríssimo na Bahia e precisa ser tratada com zelo, indo muito além de debates puramente ideológicos. A polícia precisa de tratamento profissional, remuneração digna, mas, acima de tudo, de presença e respaldo explícito do governador do Estado. Tenho convicção de que ACM Neto exercerá essa liderança de forma presente, porque a violência deixou de ser apenas notícia de jornal e passou a sufocar o cotidiano das famílias baianas”, declarou Roma.
O ex-ministro salientou que a atuação de um senador não deve se restringir ao endurecimento do Código Penal e da Lei de Execução Penal. “Como senador, podemos atuar no endurecimento das leis penais para acabar com a impunidade e fazer com que os criminosos cumpram penas severas. Mas podemos ir além: quero destinar emendas estratégicas e fortalecer o Fundo Estadual de Segurança Pública, criando mecanismos para que os recursos financeiros e patrimônios apreendidos e confiscados do crime organizado sejam obrigatoriamente reinvestidos no reaparelhamento das polícias e na indenização da sociedade”, detalhou.
Roma sustentou que a sufocação financeira das organizações criminosas é a ferramenta mais eficaz para desarticular o tráfico de drogas e armas. “A violência destrói vidas, corrói o comércio e pesa no bolso da população. É fundamental devolver à sociedade aquilo que o crime roubou e dar condições materiais para que a polícia proteja o cidadão de bem”, concluiu.