Em entrevista em estúdio, deputado federal do União Brasil afirmou que alinhamento com o governo federal não se converteu em melhorias e citou liderança negativa do estado em pobreza e desemprego.
O deputado federal Paulo Azi (União Brasil), candidato à reeleição, fez duras críticas ao desempenho da gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à frente do Executivo estadual. Em entrevista concedida em estúdio de rádio e repercutida em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que os indicadores socioeconômicos da Bahia contradizem as promessas de campanha da administração petista.
“É difícil escolher aquele ponto, aquela ação em que o governo do PT, do governador Jerônimo, anda pior. Na realidade, se você fizer uma avaliação geral, se percebe muito claramente que o governador Jerônimo teve a oportunidade única de governar o nosso estado contando com todo o apoio do Governo Federal. Aliás, ele dizia na campanha que era fundamental o baiano votar nele por ser do mesmo partido do presidente Lula. Teve todas as oportunidades de fazer aquilo que as pessoas esperam quando elegem um governador: trabalhar para melhorar suas vidas. E a gente claramente não observa isso”, pontuou Paulo Azi.
O congressista ressaltou que sua avaliação se apoia em diagnósticos técnicos e estatísticas governamentais, e não apenas no debate eleitoral de oposição. “Quem fala aqui não é um deputado de oposição, são os dados oficiais do próprio governo. E eu falo com tristeza isso: essa semana saiu um dado que avalia a educação pública no Brasil mostrando que a Bahia tem mais de um milhão de analfabetos em pleno século XXI. Não é o deputado Paulo Azi que está falando, são os dados oficiais”, declarou.
Azi também chamou atenção para a vulnerabilidade social e a crise no mercado de trabalho enfrentadas pela população baiana. “A Bahia é o estado em que vive o maior número de pessoas abaixo da linha da pobreza e onde existe o maior número de pessoas desempregadas. Qualquer pessoa entra na internet e vê”, sustentou o deputado, complementando em publicação que “após anos de gestão, o que vemos são desafios crônicos sem resposta, principalmente na saúde, segurança e educação”.