O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), passou a ocupar posição central nas apurações da Polícia Federal sobre contratos da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte.
Segundo a CNN Brasil, a PF aponta o ex-prefeito de Salvador como principal investigado na frente da Operação Overclean que apura possíveis fraudes em contratos que ultrapassam R$ 80 milhões.
A investigação mira contratações realizadas entre 2024 e 2025 para o fornecimento de serviços e materiais didáticos. A 10ª fase da operação, deflagrada na quinta-feira (17), cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em seis estados, entre eles Bahia e Minas Gerais. Entre os alvos estão o ex-secretário de Educação de Belo Horizonte Bruno Barral, o empresário Alex Parente e José Marcos Moura, conhecido como “Rei do Lixo”.
De acordo com a investigação relatada pela CNN, a PF apura se ACM Neto teve participação na indicação de Barral para o comando da Educação em Belo Horizonte. O ex-secretário já havia ocupado a mesma pasta durante a gestão de Neto em Salvador.
Sob o comando de Barral em Belo Horizonte, ao menos três contratos firmados pela Secretaria Municipal de Educação, envolvendo empresas ligadas a Alex Parente e a Marcos Moura, estão no foco da investigação. Somados, os acordos ultrapassam R$ 80 milhões. A PF, no entanto, apura ainda outros contratos que podem ampliar o valor investigado.
Pedido de busca contra ACM Neto foi barrado
Apesar de aparecer no centro da apuração, ACM Neto não foi alvo dos mandados cumpridos nesta quinta-feira. A Polícia Federal havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal autorização para realizar busca e apreensão contra o candidato. A Procuradoria-Geral da República deu parecer favorável à medida, mas o ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso, negou o pedido.
A decisão impediu que os agentes cumprissem a diligência contra o ex-prefeito de Salvador nesta etapa da operação.
Em nota, ACM Neto negou qualquer relação com os fatos investigados e afirmou que a divulgação das informações representa uma tentativa de interferência no processo eleitoral. O candidato também classificou as acusações como “factoides” e “insinuações mentirosas e falsas”.
A investigação segue em andamento, e a PF ainda apura a extensão das possíveis irregularidades nos contratos de Belo Horizonte.