Líder governista afirmou que o Planalto deveria ter indicado Rodrigo Pacheco e relembrou os cinco meses em que André Mendonça ficou “no sol” no Senado.
Os bastidores das indicações ao Supremo Tribunal Federal foram detalhados pelo senador Otto Alencar (PSD) durante o programa Giro Baiana. O parlamentar elogiou a qualificação do atual advogado-geral da União, Jorge Messias, mas avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu um erro político ao preterir o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
“O presidente Lula tinha as condições totais de fazer o Pacheco, porque todo o Senado queria o Pacheco. É um constitucionalista, jurista de altíssima qualidade. O colegiado todo queria. Na minha opinião, o presidente Lula cometeu o pecado original de não mandar aquele que o Senado queria”, analisou Otto, lembrando que apoiou e aprovou a indicação de Messias na CCJ, embora o nome tenha enfrentado resistência no plenário.
O senador também revelou como mudou seu voto a favor do ministro André Mendonça durante o governo de Jair Bolsonaro. “O André Mendonça passou cinco meses no sol porque o Davi [Alcolumbre] não botava para votar na CCJ. O bolsonarismo queria o Augusto Aras, não o André. O cara andava nos corredores para cima e para baixo, chorava. Eu era líder da oposição, não ia votar nele, mas terminou me comovendo. Votei pela comoção, porque o brasileiro se comove com a vítima”, relatou.