Após escândalos no Supremo, governador exigiu a cassação de ministros envolvidos em irregularidades e reforçou que magistrados não são “donos da vida da gente”.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) defendeu uma reformulação profunda no Poder Judiciário brasileiro e adotou um tom rigoroso ao comentar a atual crise de confiança que atinge o Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista durante evento com empresários do turismo em Salvador, o chefe do Executivo baiano declarou que os magistrados da mais alta corte do país não estão imunes à punição e devem prestar contas à sociedade.
“O STF é o guardião da democracia, é o guardião da transparência. Se lá dentro existem ministros envolvidos com casos como estes, que passem também pelas mãos da Justiça e sejam caçados, retirados”, defendeu Jerônimo. Ele enfatizou que o seu grupo político não abre mão da transparência e que é chegado o momento de abrir os processos para que os cidadãos possam compreender as ações públicas.
O petista foi além e defendeu a necessidade de uma reforma constitucional que atinja as engrenagens do Judiciário. “O Judiciário é pago pelo povo. Eles não são donos da vida da gente. Eles são protetores, guardiões”, declarou. Segundo o governador, todo ministro flagrado em irregularidades deve ser tratado e julgado “tal qual um servidor público”, reforçando que os membros do STF são cidadãos comuns e não devem gozar de privilégios inquestionáveis.