Candidato ao governo visitou a Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches, em Brotas, e criticou fila da regulação
O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira (14) que pretende ampliar a oferta de hospitais infantis e maternidades no interior do estado caso seja eleito. A declaração foi feita durante visita à Maternidade e Hospital da Criança Deputado Alan Sanches, em Brotas, em Salvador.
Segundo Neto, a falta de unidades especializadas no interior faz com que pacientes, especialmente gestantes de alto risco, precisem se deslocar para a capital em busca de atendimento.
“Esse é um problema muito sério no interior, muitas regiões não têm hospital infantil e maternidade, principalmente para aquela situação da gestante que corre risco, a gestação de alto risco. Acaba que muitos vêm para cá, para essa maternidade salvadora”, afirmou.
O candidato disse que a proposta prevê tanto a ampliação de unidades já existentes quanto a construção de novos equipamentos. “A ideia é ampliar a quantidade de hospitais, maternidades e assistência às crianças e jovens no interior do estado”, declarou.
“Em alguns casos, a gente vai ampliar hospitais que já existem para implantar a área pediátrica e a maternidade. Em outros, nós vamos construir especificamente o hospital infantil e a parte toda de maternidade”, explicou.
Regulação
Durante a entrevista, ACM Neto também colocou a fila da regulação entre os principais desafios da saúde pública na Bahia e criticou a promessa do atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), de zerar a demanda.
“Nós temos o sério problema, que é a fila da regulação. Há quatro anos, o atual governador prometeu zerar a fila da regulação. Isso não aconteceu”, afirmou.
Para enfrentar o problema, o candidato defendeu a construção de mais hospitais no interior e parcerias entre o governo estadual e as prefeituras.
“Para resolver o problema da regulação, mais hospitais no interior, parceria com hospitais municipais, onde o Estado vai ajudar a pagar a conta da ampliação, da compra de equipamentos, dos funcionários que precisam trabalhar, com urgência e emergência”, disse.
Entre as propostas apresentadas, Neto citou ainda o chamado “Pix Saúde”, mecanismo que, segundo ele, permitiria ao Estado custear atendimento na rede particular em situações de emergência quando não houver vaga disponível na rede pública.
“Pix Saúde é quando o paciente estiver entre a vida e a morte e não houver um atendimento, um leito hospitalar na rede pública, o Estado vai ajudar a pagar o tratamento na rede particular”, explicou.