O governador Jerônimo Rodrigues (PT) afirmou, nesta segunda-feira (14), durante entrevista à TV Bahia, que pretende continuar ampliando a rede pública de saúde da Bahia em um eventual segundo mandato. O petista destacou a entrega de 15 novos hospitais e defendeu a integração entre Estado e municípios para melhorar o atendimento à população.
Jerônimo afirmou que sua trajetória pessoal influencia diretamente a forma como conduz a gestão pública. Ao responder às críticas do adversário, o governador rejeitou a ideia de que sua origem seja apenas uma narrativa eleitoral. “Eu tenho história. Todos nós temos uma história. Eu não vou negar minha história porque eu governo com ela. É com a minha história que eu governo a Bahia”, afirmou.
Segundo Jerônimo, sua experiência de vida, desde a infância na zona rural do município de Iquara, na região de Jequié, reforça seu compromisso com a oferta de serviços públicos próximos da população. Na área da saúde, o governador afirmou ter entregue 15 novos hospitais durante a gestão e citou ainda a expansão da rede formada por hospitais estaduais, municipais e policlínicas. “Eu entreguei, André, 15 novos hospitais”, destacou.
Descentralização e novos equipamentos
Jerônimo ressaltou que a ampliação da oferta de serviços permitiu descentralizar atendimentos de alta complexidade. Como exemplo, citou os hospitais Geral do Oeste, em Barreiras, e Costa das Baleias, em Teixeira de Freitas, que ampliaram a oferta de tratamentos especializados no interior. De acordo com o governador, pacientes do Oeste e do Extremo Sul passaram a ter acesso a procedimentos como tratamento contra o câncer e atendimento cardiológico sem precisar percorrer longas distâncias até Salvador.
O governador também citou novos equipamentos que estão em construção e têm previsão de entrega para 2027, entre eles unidades em Paulo Afonso, Valença e Serrinha.
Integração do SUS e fortalecimento da rede
Jerônimo defendeu que o fortalecimento da saúde depende da integração entre os diferentes níveis do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele afirmou que a atenção básica, de responsabilidade municipal, precisa funcionar adequadamente para evitar a sobrecarga dos serviços estaduais. “O SUS é um sistema único de saúde. Se um dos órgãos aqui dentro do corpo da gente não anda bem, o nosso corpo não anda bem”, comparou.
Para Jerônimo, a estratégia para os próximos anos passa justamente pelo fortalecimento dessa rede integrada, com ampliação dos serviços especializados e maior articulação entre Estado e municípios.