Salvador, 13/09/2026 11:20

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Secretário da Agricultura do Estado defende permanência da Fenagro em Salvador:“Fortalecer o interior não significa enfraquecer a capital”

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O secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Vivaldo Goes, considera equivocada a proposta de transferência da Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro) de Salvador para Feira de Santana e defende que o futuro do evento seja discutido com responsabilidade, diálogo e respeito à história da agropecuária baiana.

Para o secretário, a Fenagro ultrapassou há muito tempo a condição de uma simples feira agropecuária. É um patrimônio do setor, construído ao longo de décadas, que reúne produtores, criadores, entidades, empresas, instituições de pesquisa e a população em torno da força e da diversidade do campo baiano.

“A Fenagro é patrimônio da agropecuária da Bahia. Não se fortalece o setor retirando de Salvador um dos seus maiores eventos. Se queremos uma agricultura cada vez mais forte, precisamos ampliar investimentos, criar novas oportunidades e fortalecer os eventos agropecuários em todas as regiões do Estado — e não colocar Salvador e o interior em lados opostos”, afirmou Goes.

Criada em 1988, a Fenagro tem como sede histórica o Parque de Exposições de Salvador e, ao longo dos anos, consolidou-se como uma das principais vitrines da agropecuária baiana, reunindo negócios, tecnologia, genética, crédito, capacitação, agroindústria e diferentes cadeias produtivas.

A dimensão alcançada pelo evento também demonstra sua relevância econômica. Na edição de 2025, a Fenagro recebeu mais de 200 mil visitantes, reuniu mais de 600 expositores de 12 estados e cerca de 3 mil animais, movimentando aproximadamente R$ 120 milhões em negócios.

O secretário ressalta ainda que a realização da Fenagro em Salvador cumpre uma função estratégica de aproximar o campo da cidade. Para ele, a presença do evento na capital permite que milhares de pessoas tenham contato direto com animais, produtores, tecnologias e produtos que representam a força da agropecuária baiana.

“A Fenagro é uma porta de entrada para o mundo rural. Milhares de baianos que vivem em Salvador têm ali a oportunidade de conhecer de perto a realidade do campo. Essa conexão é importante para mostrar que a agropecuária está presente na nossa economia, gera emprego, renda e oportunidades em todas as regiões”, afirmou.

Para Vivaldo Goes, a discussão sobre o futuro da Fenagro não pode desconsiderar também a importância do Parque de Exposições de Salvador, equipamento público estratégico para o setor.

Goes também destaca a importância de Feira de Santana para o setor e defende o fortalecimento da Expofeira e de outros eventos realizados no interior. Segundo ele, valorizar o interior não significa enfraquecer a capital.

“Feira de Santana tem uma importância enorme para a agropecuária baiana e deve continuar recebendo investimentos e grandes eventos. Mas não precisamos escolher entre Feira de Santana e Salvador. A Bahia é grande o suficiente para fortalecer a Expofeira, a Fenagro e todas as nossas exposições agropecuárias. O que precisamos é de mais eventos, mais negócios e mais oportunidades para quem produz”, disse.

O secretário reforça que a política para o setor deve ser construída com visão de Estado e planejamento, aproveitando as vocações de cada território.

“A agropecuária baiana não pode andar para trás. Precisamos fortalecer aquilo que já construímos e, ao mesmo tempo, avançar. Não faz sentido desmontar estruturas consolidadas quando podemos ampliar e criar novas oportunidades no interior e na capital”, afirmou.

Para Vivaldo Goes, qualquer mudança na realização da Fenagro deve ser precedida por um amplo debate com produtores, criadores e entidades representativas.

“A Fenagro não pertence a um governo, a um partido ou a um grupo político. Ela pertence à história da agropecuária baiana, aos produtores, aos criadores e à população. Por isso, uma decisão dessa importância precisa ser construída com diálogo, transparência e responsabilidade. Fortalecer o interior é fundamental. Mas fortalecer o interior não significa enfraquecer Salvador”, concluiu.

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