Salvador, 10/09/2026 12:39

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Loyola defende investimentos de Jerônimo na saúde e cita pressão sobre regulação

andre

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Secretário afirma que expansão da rede no interior reduziu concentração de atendimentos em Salvador, mas diz que sistema ainda sofre com alta demanda

O secretário Adolpho Loyola afirmou que os investimentos do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na saúde ampliaram a oferta de atendimento e contribuíram para descentralizar serviços de média e alta complexidade na Bahia. Em entrevista à Rádio CBN, ele também citou a pressão sobre a fila da regulação e afirmou que a rede estadual absorve a maior parte dos atendimentos de maior complexidade realizados em Salvador.

Segundo Loyola, os gastos do governo estadual com saúde correspondem a quase 15% da Receita Corrente Líquida. Ele afirmou que a gestão entregou 15 novos hospitais e mantém outras oito unidades em construção.

Expansão da rede no interior

Loyola destacou a implantação de 27 policlínicas como parte da estratégia de descentralização dos serviços de saúde. Segundo o secretário, essas unidades permitem identificar doenças e realizar atendimentos antes que os pacientes necessitem de estruturas de maior complexidade.

Na avaliação dele, a ampliação da rede reduziu a concentração de atendimentos em Salvador. Em períodos anteriores, segundo Loyola, grande parte dos serviços de média e alta complexidade estava concentrada na capital, o que aumentava o deslocamento de pacientes vindos do interior.

O secretário também apontou fatores que, segundo ele, ampliam a pressão sobre o sistema, como o aumento da expectativa de vida da população e o número de acidentes envolvendo motocicletas.

A ortopedia foi citada como uma das áreas com maior demanda. Loyola destacou o Hospital Ortopédico da Bahia, administrado pelo Hospital Israelita Albert Einstein e voltado exclusivamente ao atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o secretário, a unidade realiza cirurgias ortopédicas e ajuda a atender pacientes que aguardam procedimentos.

Fila da regulação

Loyola também abordou a fila de pacientes que aguardam atendimento pela regulação estadual. Segundo ele, o número de pessoas à espera pode variar entre 1,8 mil e 2,5 mil por dia.

A demanda, de acordo com o secretário, está relacionada principalmente aos atendimentos de média e alta complexidade, que exigem estruturas hospitalares e procedimentos especializados.

Sobrecarga da rede estadual em Salvador

Ao falar sobre a situação da saúde na capital, Loyola afirmou que aproximadamente 80% dos casos de média e alta complexidade são resolvidos pela rede estadual.

O secretário citou hospitais mantidos pelo governo da Bahia em Salvador, entre eles o Hospital Roberto Santos, o Hospital Geral do Estado (HGE), o Hospital Ortopédico, o Hospital do Subúrbio e o Hospital da Mulher.

Na comparação com a estrutura municipal, Loyola afirmou que Salvador possui dois hospitais municipais. Ele citou o Hospital Municipal de Cajazeiras, com 220 leitos, e destacou que a unidade funciona como porta fechada.

Segundo o secretário, enquanto o município mantém essa estrutura hospitalar, o Estado administra hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e centros médicos na capital. Para Loyola, a diferença na oferta de serviços contribui para concentrar a demanda sobre a rede estadual.

Recursos para a saúde

Loyola também comparou os recursos destinados à saúde pelos governos federal, estadual e municipal. Segundo ele, o governo da Bahia recebe aproximadamente R$ 1 bilhão da União para a área, enquanto o município também recebe mais de R$ 1 bilhão por ano.

A partir desses números, o secretário voltou a destacar a quantidade de unidades e serviços mantidos pelo governo estadual em Salvador e defendeu a expansão da rede como estratégia para enfrentar a demanda por atendimento.

andre
Jornalista com experiência nas editorias de esporte e política, com passagens pela Premier League Brasil, Varela Net e Prefeitura Municipal de Laje. Apaixonado por esportes e música.

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