Governador e candidato à reeleição aproveitou sabatina na Rádio Metropole para contrapor as entregas de sua gestão aos serviços privados prestados pelo adversário
O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), subiu o tom contra o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) ao comentar, nesta quinta-feira (10), as acusações de que o adversário integraria um esquema de comissionamento ligado ao Banco Master. Em entrevista à Rádio Metropole, o chefe do Executivo estadual questionou a postura política do oponente diante da proposta de delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Durante a sabatina conduzida pelo âncora Mário Kertész, Jerônimo destacou o volume dos valores citados na denúncia, que aponta supostos repasses de 10% sobre investimentos de institutos de previdência. “Hoje, saiu uma matéria nacional de que ele novamente, eh, tá citado como sendo quem recebeu mais do que os três milhões, ou… não sei”, iniciou o petista.
No embalo da crítica, o governador fez questão de comparar as trajetórias dos dois candidatos nos últimos quatro anos. Ao elencar obras de sua gestão, Jerônimo ironizou a ocupação de Neto no mesmo período. “Nota uma diferença, Mário. Durante esses quatro anos que eu estou sentado na cadeira de governador, eu corri a Bahia. Eu fui em 393 municípios. (…) Tô entregando VLT, tô entregando mais um, um, um, um braço, uma perna, eh, um trecho do, do metrô, eu entreguei o Teatro Castro Alves totalmente modernizado, entreguei 740 escolas de tempo integral, 15 hospitais… Eu corri a Bahia trabalhando. Enquanto isso, ele tava prestando assessoria e consultoria ao banco do Vorcaro”, disparou.
Incorporando declarações ao longo da entrevista, o petista também repudiou o uso político da internet pelo candidato do União Brasil, argumentando que a postura destoa das recentes revelações sobre a iniciativa privada. “Você não tem o direito de se utilizar do lugar que você é, das redes sociais que você usa, para querer ser salvador da pátria. Tava prestando consultoria ao banco do Vorcaro”, completou Jerônimo.
Em agendas no mesmo dia, ACM Neto negou veementemente as acusações e classificou o conteúdo do vazamento como “apócrifo” e “peça de ficção”. O ex-prefeito ressaltou que não exercia cargo público na época citada, não teve relação com institutos de previdência e que os serviços de sua empresa de consultoria foram formalmente contratados, prestados e tiveram os impostos recolhidos.