Em coletiva em Salvador, candidato ao governo da Bahia cobrou atuação republicana de órgãos de investigação a 20 dias do pleito
O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) acusou adversários de tentarem instrumentalizar politicamente o vazamento da suposta delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro. Em entrevista coletiva concedida na manhã desta quinta-feira (10), na sede do partido em Salvador, o ex-prefeito classificou o material divulgado pela imprensa nacional como um “relatório apócrifo” e cobrou que órgãos de persecução atuem estritamente como instituições de Estado.
Ao avaliar a repercussão da notícia na reta final da disputa, Neto enfatizou a gravidade do momento político. “Eu acho que existem algumas instituições que são instituições de Estado e não de governo. A gente, quando liga a televisão, quando lê um site, quando vai para um jornal, ouve uma rádio, essa é a notícia do país. E isso tudo acontecendo a pouco mais de 20 dias da eleição. Então não poderia haver um momento mais delicado do que esse”, argumentou.
O ex-prefeito subiu o tom ao mencionar a atuação policial e a circulação de documentos sigilosos. “Eu espero que isso seja preservado (…) da Polícia Federal para que não haja nenhum uso político de um vazamento, de um… de um relatório apócrifo. Apócrifo! É uma coisa muito séria. Muito séria”, sustentou.
A declaração ocorre após a divulgação de trechos de uma proposta de colaboração premiada do ex-controlador do Banco Master, que ainda não passou por homologação judicial. Neto nega qualquer irregularidade e afirma que seus contratos de consultoria técnica são regulares e comprovados.