Em agenda no Pelourinho, prefeito de Salvador cobrou foco em obras paralisadas e acusou a base governista de repetir a mesma retórica vazia de alianças pela sexta eleição consecutiva.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), fez uma cobrança contundente pelo aprofundamento das propostas de infraestrutura e gestão pública no debate eleitoral de 2026. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (9) na Casa das Sete Mortes, no Pelourinho, o gestor criticou a tentativa de resumir o pleito baiano à disputa de padrinhos nacionais e a exibições de alianças nas redes sociais, afirmando que o eleitorado exige respostas concretas para a paralisia de obras vitais e para a violência urbana.
O gestor soteropolitano repudiou a superficialidade da propaganda partidária e defendeu a soberania dos temas regionais. “Resumir a eleição da Bahia a cartaz, bandeira e foto de um com o outro? Vocês não veem os sites, não? Quantas fotos têm de Neto com os mais diversos candidatos? Quantos prefeitos aí têm senador de um lado, governador do outro, presidente do outro? Gente, vamos debater a Bahia. Vai ficar nessa conversa de ‘quem é o candidato de quem’, quem está com A ou com B? De novo, seis eleições consecutivas com essa mesma conversa?”, questionou.
Ao enumerar os grandes projetos estaduais que continuam sem conclusão, Bruno Reis apontou o colapso dos cronogramas oficiais como o ponto nevrálgico que deve pautar as sabatinas e palanques. “A Bahia entrando no buraco, literalmente no buraco, com as piores políticas públicas, os piores índices do Brasil, com promessas que não saíram do papel. Vai esquecer a ponte Salvador-Itaparica, vai esquecer a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), o Porto Sul, a nova BR-324 para ficar discutindo a faixa de A com B, C ou D? Pelo amor de Deus!”, protestou.
O chefe do Executivo municipal finalizou ressaltando que a prioridade da plataforma de oposição é resgatar a ordem pública: “Se é essa Bahia que vocês querem, continuem discutindo isso, gente. A gente não: a gente quer o melhor para o povo e libertar a Bahia da mão das facções”.