Salvador, 27/10/2026 05:25

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“Ninguém está imune à lei”, crava ACM Neto ao alertar que crise no STF não pode travar debate de saúde e violência

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Candidato defendeu sobriedade institucional em Brasília e argumentou que disputas jurídicas e atos de 7 de Setembro não podem ofuscar as dores urgentes do “Brasil real”.

O acirramento de tensões entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), impulsionado por mobilizações de 7 de Setembro e discussões sobre impedimento de magistrados, não pode sequestrar as demandas materiais da população. O alerta foi feito pelo candidato a governador ACM Neto (União Brasil) nesta quarta-feira (9), durante sabatina na Rádio Metropole, em Salvador, ao defender que os poderes federais encontrem rapidamente saídas de equilíbrio institucional.

Ao comunicador Mário Kertész, Neto ponderou que a centralização excessiva das atenções em contendas judiciais enfraquece o debate sobre as soluções que o país precisa adotar a partir de 2027. “Espero que não escale, Mário, até porque isso também significaria a gente encobrir o que é essencial para o Brasil e para o debate eleitoral, que é a discussão sobre os problemas do país, avaliar o que cada candidato pode ou não fazer a partir do próximo ano pelo Brasil”, pontuou.

O ex-prefeito e ex-deputado federal enfatizou o princípio republicano da igualdade perante as normas legais, sustentando a necessidade de fiscalização ativa pela cidadania. “Eu espero que essa crise do Supremo não escale mais ainda de maneira que venha a ter consequências no processo eleitoral ou que deixe a discussão eleitoral secundarizada. Isso seria muito grave e muito ruim para a democracia. Eu espero que a turma em Brasília tenha juízo, saiba encontrar os caminhos de uma saída que respeite e preserve a institucionalidade. Eu acho que ninguém está imune à lei. Não interessa se é um ministro do Supremo, se é um governador, se é um deputado, se é um presidente: todos devem respeito à lei. E aí a gente precisa fiscalizar e cobrar”, sustentou.

Neto contrapôs a pauta das cúpulas dos poderes ao cotidiano enfrentado pelas famílias baianas. “Fui deputado 10 anos, sou dirigente partidário e acompanho isso. Às vezes as coisas acontecem em Brasília de tal forma desconexa, tão distante da realidade das pessoas, que é outro Brasil. Aqui na vida real a gente está vivendo e é obrigado naturalmente a discutir a violência, a fila da regulação, a baixa qualidade de ensino, o desemprego, a perda de poder aquisitivo do brasileiro, que mais uma vez vê seu salário encurtar e sua condição de compra reduzir. É isso que importa e a gente não pode perder o foco e o centro em relação ao que é essencial para esse debate”, arrematou.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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