Salvador, 10/09/2026 07:48

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“Quem anda com fuzil na mão não pode ter liberdade”, dispara Rui Costa ao defender endurecimento das leis no Brasil

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Candidato do Time de Lula afirmou que, caso eleito, vai atuar no Senado Federal para alterar leis que permitem o relaxamento de prisões para crimes violentos

“A impunidade é a irmã gêmea da criminalidade”. A afirmação foi feita pelo candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, ao defender o endurecimento da legislação para criminosos envolvidos em mortes e outros crimes contra a vida no Brasil. Durante entrevista concedida à Rádio Lidder, de Irecê, nesta quarta-feira (9), o candidato do Time de Lula criticou o que considera um atraso nas leis criminais do país e afirmou que a segurança pública será um dos pilares de sua atuação no Congresso Nacional, caso seja eleito senador.

Rui disse que pretende contribuir para a atualização e o endurecimento da legislação criminal brasileira. Segundo ele, existe uma percepção de que “a polícia prende e a Justiça solta”, devido a casos frequentes em que há a atuação das polícias com prisões, mas que não se sustenta devido a relaxamentos permitidos na atual legislação.

“Eu não acho que quem anda com um fuzil na mão pode ter liberdade facilmente. Me desculpe, eu não concordo com isso. Eu fico imaginando se alguém é pego na Alemanha, na Suíça, com um fuzil na mão, assaltando, atirando nas pessoas, se ela vai estar em uma semana, em dois dias, ou em 24 horas, solto, como é hoje no Brasil”, questionou.

Para o ex-governador da Bahia, a legislação vigente permite que pessoas condenadas por crimes graves voltem à sociedade em poucos anos. Ele também criticou os mecanismos de remição de pena, que permitem a redução do tempo de prisão a partir da realização de atividades durante o período de detenção. Na avaliação de Rui, a combinação desses fatores contribui para ampliar a sensação de impunidade e estimula a prática de novos crimes.

“Quanto maior a impunidade, maior será a criminalidade. Esta regra é universal, no mundo inteiro. Aonde você tem uma legislação mais rígida, mais punitiva, menor é o crime. Aonde a sensação de impunidade é grande, como no Brasil, o crime cresce, o crime se espalha”, comparou.

O candidato, que faz dobradinha com Jaques Wagner na disputa pelas vagas da Bahia no Senado, e defende a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues, disse ainda que aguarda a votação da PEC da Segurança, que entre outras ações, vai permitir que o governo federal possa atuar diretamente em apoio na segurança pública dos estados.

Segundo ele, a emenda constitucional vai permitir que a criminalidade “deixe de ser tratada no varejo, para ser tratada no atacado”, garantindo uma atuação mais contundente do Governo Federal sobre os grupos criminosos em todo o país.

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