Candidato ao Senado pelo PL atacou governos petistas e afirmou que atual gestão federal reduziu recursos das universidades
O candidato ao Senado pelo PL na Bahia, João Roma, criticou os governos do PT pela situação da educação no estado e afirmou que a Bahia enfrenta fragilidades no setor. Durante entrevista, nesta quarta-feira (9), Roma citou também problemas nas áreas de segurança e saúde e afirmou que o desempenho educacional compromete as perspectivas dos jovens baianos.
“Você observa que, em geral, os nossos adversários, Jerônimo, Rui, Wagner, que muito prometeram para os baianos e não conseguiram melhorar a vida do nosso povo, pois as pessoas sabem que a Bahia não está passando por um bom momento”, afirmou.
Na avaliação de Roma, a situação da educação teria impacto direto sobre o futuro dos jovens. O candidato também fez críticas à segurança pública e à saúde no estado.
“Isso significa tirar o sonho dos nossos jovens. E na saúde, nem se fala, pois as pessoas passam realmente por uma verdadeira humilhação, pedindo, pelo amor de Deus, para o Estado entregar o que seria sua obrigação, prover para os nossos cidadãos”, declarou.
Comparação entre Bolsonaro e Lula
Roma também comparou as políticas educacionais dos governos Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Ao falar sobre as universidades, o candidato citou as manifestações ocorridas durante o governo Bolsonaro após anúncios de contingenciamento de recursos para instituições federais de ensino.
“Se você quiser comparar o Ministério da Educação de Bolsonaro com o atual ministério, você observa com clareza que, na época, teve uma parada geral nas universidades porque houve um corte de orçamento”, afirmou.
Segundo Roma, o atual governo federal também teria reduzido recursos destinados às universidades baianas. Ele criticou ainda movimentos estudantis que, na avaliação dele, não teriam reagido da mesma maneira.
“E agora mesmo, mesmo o governo que eles elegeram, que diz que agora tudo seria o governo do amor, cortaram mais ainda os recursos das universidades aqui no estado da Bahia, mas nenhuma manifestação feita pelos movimentos que dizem defender o interesse da classe estudantil […] não fizeram nenhuma manifestação nas ruas sobre isso”, disse.
Para o candidato, haveria uma atuação política desigual por parte desses grupos.
“Então, são dois pesos e duas medidas, e você vê muito mais pessoas defendendo seus interesses políticos, ideológicos e partidários do que realmente querendo melhorar a qualidade do ensino na Bahia”, declarou.
Apoio a ACM Neto
Ao projetar uma eventual mudança no governo baiano, Roma afirmou ter confiança na eleição de ACM Neto (União Brasil) para o Palácio de Ondina. Segundo ele, o ex-prefeito de Salvador teria apresentado compromissos específicos para a área da educação.
“Eu tenho convicção que, eleger ACM Neto governador da Bahia, nós vamos passar por um novo momento”, afirmou.
Entre as medidas citadas por Roma está a promessa de revogar, já no primeiro dia de uma eventual gestão, o decreto estadual relacionado à aprovação automática dos estudantes. O candidato afirmou que a medida devolveria aos professores maior autonomia na avaliação dos alunos.
“Primeiro que ele já me garantiu que, já no primeiro dia de governo, vai cancelar esse decreto da aprovação automática, retornando para os professores a capacidade de poder avaliar o aluno, para que a gente retorne com meritocracia, com um ensino de qualidade”, declarou.
Roma também defendeu que a política educacional não seja concentrada apenas na infraestrutura das escolas.
“Não é apenas entregar um prédio bonito. Nós precisamos trabalhar muito com o corpo docente, estimular ainda mais os programas sociais que colocam a nossa juventude no caminho certo”, afirmou.
Pé-de-Meia
Na sequência, o candidato citou o programa federal Pé-de-Meia, voltado à permanência de estudantes do ensino médio na escola. Roma rebateu, segundo ele, informações de que o benefício poderia ser encerrado em uma eventual mudança política.
“Como, por exemplo, o Pé-de-Meia, que já foram acusar e dizer que a […] ia acabar com o Pé-de-Meia. O que é uma grande mentira, até porque nós sabemos que trata-se de uma lei federal”, afirmou.
Roma acrescentou que, segundo ele, o programa também estaria contemplado nas propostas de ACM Neto para a educação.
“Além disso, está no programa de ACM Neto que ele vai fortalecer e ampliar”, disse.
A declaração faz parte da estratégia de campanha de Roma de apresentar a educação como uma das áreas prioritárias para a disputa eleitoral na Bahia, ao mesmo tempo em que critica as gestões petistas no estado e defende uma mudança no comando do Palácio de Ondina.