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Favorável ao fim da escala 6×1, Roma faz ressalva e alerta para risco de perda de empregos

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Candidato ao Senado pelo PL defendeu jornada 5×2, mas pediu compensações para empresas diante dos avanços tecnológicos e da concorrência internacional

O candidato ao Senado pelo PL na Bahia, João Roma, declarou ser favorável à redução da jornada de trabalho e à substituição da escala 6×1 pelo modelo 5×2. A posição foi apresentada durante entrevista ao Jornal das Caraíbas, nesta quarta-feira (9), em meio às discussões nacionais sobre mudanças na jornada dos trabalhadores.

Segundo Roma, a redução da escala pode beneficiar os trabalhadores, proporcionando mais tempo para descanso, lazer e convivência familiar. Ele, porém, defendeu que a mudança seja acompanhada de medidas voltadas à manutenção dos empregos e à competitividade das empresas.

“Eu sou favorável à redução dessa escala, portanto, a saída de 6 por 1 para 5 por 2”, afirmou.

O candidato argumentou que as relações de trabalho estão passando por uma transformação acelerada com o avanço da tecnologia e das novas formas de prestação de serviços. Como exemplos, citou profissionais que atuam como motoristas de aplicativo e manicures e que, segundo ele, passaram a trabalhar em modelos mais próximos do empreendedorismo individual.

“É fundamental que a gente realmente enxergue que as coisas estão mudando no mundo inteiro”, declarou.

Roma alerta para competitividade

Na avaliação do candidato, o debate sobre a jornada não pode ser dissociado da competitividade da economia brasileira. Roma defendeu uma política tributária que, segundo ele, permita às empresas competir em um mercado cada vez mais globalizado.

“O que a gente precisa, sobretudo, é defender os empregos do nosso Brasil, defender uma relação de impostos que possa viabilizar a competitividade”, afirmou.

Roma também destacou a concorrência de produtos importados, especialmente da China e de outros países asiáticos. Para ele, o Brasil precisa considerar esse cenário ao discutir novas regras para o mercado de trabalho.

“O dilema vai muito além de uma discussão entre Nordeste e São Paulo, porque a gente compra diretamente com a China, outros países asiáticos, fica mandando mercadoria aqui, deixando completamente impossível essa competição”, disse.

“Trabalhador merece mais tempo”

Apesar das ressalvas, Roma reiterou que considera positiva a redução da jornada para os trabalhadores. Ele afirmou que mais tempo livre pode contribuir inclusive para melhorar a produtividade.

“O trabalhador merece sim mais tempo para o seu lazer, para sua família, para poder ter cada vez mais, até mesmo uma melhor produtividade”, afirmou.

O candidato, entretanto, defendeu que a mudança seja acompanhada de “compensações” para o setor empresarial, para evitar que a alteração na jornada resulte em demissões.

“É fundamental que essas relações venham junto com compensações, inclusive para o mundo empresarial, para o mercado de uma forma mais ampla, para que as pessoas simplesmente não tenham os seus empregos ceifados”, declarou.

Varejo como exemplo

Para sustentar o argumento, Roma citou as transformações no comércio e afirmou que o varejo, um dos setores que mais empregam no país, já enfrenta os impactos da migração das compras para o ambiente digital.

“Você observa, inclusive, alguns shoppings, muitas vezes com as lojas vazias, onde as pessoas passam apenas nas vitrines e, de repente, vão lá, dentro da rede social e fazem o pedido do seu produto”, afirmou.

Segundo Roma, esse processo também tem consequências para os trabalhadores do comércio.

“Aquilo traz consequência, que é o quê? A perda daquele emprego da pessoa que está ali”, disse.

Ao concluir, o candidato defendeu que o Congresso acompanhe as transformações tecnológicas e econômicas para atualizar a legislação trabalhista sem comprometer a geração de empregos.

“A gente tem que saber realmente como agir num mundo mudando como esse, para que a gente proteja os nossos trabalhadores e possa ofertar a melhor condição”, afirmou.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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