Ex-ministro de Bolsonaro voltou a atacar o ex-governador e afirmou que Bahia ficou para trás mesmo com governos estadual e federal alinhados
O candidato ao Senado, João Roma (PL)? voltou a criticar o ex-governador Rui Costa (PT) durante entrevista ao Jornal das Caraíbas, nesta quarta-feira (9). Ao comentar o cenário político estadual, Roma acusou o petista de fazer promessas que não teriam sido cumpridas e questionou os resultados de sua gestão tanto à frente do governo baiano quanto na Casa Civil da Presidência da República.
Roma ironizou Rui Costa ao chamá-lo de “Rui Promessinha” e afirmou que o ex-governador deixou como legado um aumento de 1% na alíquota do ICMS na Bahia.
“O mesmo Rui Costa que passou oito anos hospedado no Palácio de Ondina e, quando saiu de lá, deixou de presente para todos nós baianos mais 1% de aumento linear no ICMS”, afirmou.
O candidato também criticou a passagem de Rui Costa pela Casa Civil do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Roma, apesar de ter ocupado um dos principais cargos da Esplanada, o ex-governador não teria conseguido trazer investimentos e soluções para problemas históricos do estado.
Entre os exemplos citados está a situação da BR-101. Roma afirmou que a Bahia possui um dos maiores trechos da rodovia ainda sem duplicação e comparou a situação com outros estados do Nordeste.
“Você sai por aqui, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, está tudo duplicado. E esqueceram da Bahia”, declarou.
Roma também associou a atual situação da saúde pública às promessas feitas durante os governos petistas. Segundo ele, a população baiana ouviu a promessa de redução das filas e a garantia de que o alinhamento entre os governos estadual e federal resolveria problemas estruturais, o que, na avaliação dele, não aconteceu.
Apoio a ACM Neto
Durante a entrevista, Roma também falou sobre sua posição política para a eleição presidencial e sobre a disputa pelo Palácio de Ondina. O candidato afirmou que mantém apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e declarou que o nome defendido por ele para a Presidência é o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), número 22 nas urnas.
Na Bahia, porém, Roma afirmou que existe uma composição política mais ampla e disse que, entre os candidatos ao governo estadual, há uma preferência para que ACM Neto (União Brasil) seja eleito.
“Entre todos os candidatos, pois tem aí ACM Neto, Jerônimo, Kátia, todos torcem, assim como o Flávio, que ACM Neto seja o próximo governador da Bahia”, afirmou.
Segundo Roma, a avaliação é motivada pela necessidade de mudança no comando do estado. Ele afirmou que a Bahia possui potencial econômico, mas estaria ficando para trás em relação a outras unidades da Federação.
“É triste ver uma Bahia com tantas potencialidades ficando para trás”, declarou.
Críticas à política tributária
Roma também aproveitou a entrevista para defender uma agenda de redução da carga tributária. O candidato afirmou que sua atuação política é pautada pela defesa de “um Brasil com menos impostos” e pela ampliação das oportunidades econômicas para a população.
Ao justificar sua posição, ele citou sua trajetória como ministro do governo Jair Bolsonaro e afirmou que suas escolhas políticas são públicas e podem ser verificadas em seu programa eleitoral e em seu site.