Em entrevista concedida ao Jornal da Caraíbas, da Caraíbas Web TV, nesta quarta (9), o candidato ao Senado, João Roma (PL), fez uma avaliação sobre o cenário político baiano, destacando o processo de aproximação com aliados e tecendo duras críticas aos governos do Partido dos Trabalhadores no estado.
Durante a sabatina, Roma reforçou a sua trajetória e o estilo direto de atuar na política:
“Eu não consigo fazer jogo de simulado, né? As minhas coisas são muito espontâneas, né? Eu tenho o costume, graças a Deus, de falar a verdade e de fazer as coisas que eu acredito na vida pública.”
Reaproximação política e avaliação das eleições passadas
Ao relembrar o histórico das últimas disputas eleitorais e a relação com nomes da oposição na Bahia, João Roma explicou o processo de reavaliação conjunta que conduziu ao atual momento político:
“Há 4 anos eu não estava no palanque de ACM Neto. Muitos até diziam que era um jogo de cena nosso, dada a relação estreita que tivemos, de proximidade. E passada a eleição, né, passada inclusive as eleições municipais de 2 anos atrás, foi quando realmente começamos a nos reaproximar. Tivemos um encontro — eu já comentei sobre isso em vários meios de comunicação —, sentamos, conversamos e fizemos uma clara avaliação: que nós, separados, estávamos justamente viabilizando a permanência do PT no governo. E isso estava levando, inclusive, o sofrimento dos baianos, que amargaram mais 4 anos em um período de 20 anos que está aí Jaques Wagner, Rui Costa, Jerônimo Rodrigues, com muitas promessas, bonitas propagandas no período eleitoral, mas o PT não entrega o que promete.”
Ataques e novo momento da oposição
Roma ressaltou que não recua do posicionamento adotado em embates anteriores, mas enfatizou que o cenário político atual exige união em prol do estado:
“Eu não retiro nada do que vi. Agora, não são exatamente acusações, né? Tivemos ataques mútuos, né? O período de eleição foi um período muito tenso, onde a gente defende não só os nossos pontos de vista, mas as nossas propostas e soluções para o futuro da Bahia. Estamos naturalmente no outro momento.”
O ex-ministro também destacou o gesto de ACM Neto e a consolidação do grupo:
“Fiquei muito feliz, inclusive, quando o próprio ACM Neto, em janeiro, lá em Feira de Santana, ao meu lado, ao lado de Zé Ronaldo, Zé Cocá, de Ângelo Coronel e tantos outros aliados e simpatizantes, ele abriu a sua boca e disse: ‘Eu errei na última eleição’. E buscou justamente fazer esse diagnóstico e corrigir erros de condução. E graças a esse realinhamento, a gente conseguiu fazer um palanque muito positivo nesse ano de 2026. Tanto que nós temos mais tempo de rádio e TV do que o próprio governo. Nós estamos conseguindo mostrar nossas propostas e soluções para o futuro da Bahia.”
Palanque fortalecido e foco na transformação
Ao detalhar a composição de suas alianças políticas, Roma pontuou a relevância das lideranças que integram a coalizão:
“E hoje nós temos um palanque consideravelmente mais consolidado com a minha presença, com a presença de Ângelo Coronel, que é senador da República e que foi, esse sim, apunhalado pelo PT, certo? Zé Cocá, um prefeito que foi reeleito com 92% da intenção de voto. Então, certamente, nós estamos no caminho certo para verificar junto a todo cidadão baiano e fazer, como agente da transformação, essa mudança. Essa mudança que a gente tem visto por toda a Bahia.”
Por fim, relatou a receptividade popular durante agendas de campanha no interior do estado:
“Ontem mesmo à noite, nós estávamos aqui perto de Irecê, em Jussara, e foi realmente um evento não só com muitas pessoas, mas com entusiasmo, pessoas realmente querendo mudança pelo futuro da Bahia e o futuro do Brasil.”