Ex-governador apontou volatilidade do mercado internacional in natura e sustentou que processamento local de polpas e abertura da China blindam pequenos produtores da oscilação de preços.
A saída estrutural para estancar as sucessivas crises de rentabilidade da citricultura no interior da Bahia foi detalhada pelo candidato ao Senado Rui Costa (PT), em sabatina transmitida nesta quarta-feira (9) pela Rede Boa FM para regiões como Irecê, Itabuna e Barreiras. O ex-chefe do Executivo estadual defendeu a industrialização no campo como única barreira eficaz contra as quedas sazonais de preços que penalizam os agricultores familiares.
Rui sustentou que a venda do fruto sem processamento amplia a vulnerabilidade de quem planta. “Uma coisa estrutural para quem produz commodities é que a gente avance na cadeia produtiva. Então, ao invés de exportar as frutas, seja limão, seja laranja, que a gente possa beneficiar e exportar o suco. Ter fábricas para produzir sucos, assim como no caso do cacau produzir o chocolate. Uma vez o produto processado, ele é mais perene, o produtor tem a capacidade de aguentar mais dias com o produto e, portanto, com menor oscilação de preço”, argumentou.
O petista destacou que a perecibilidade da carga fresca inviabiliza remessas para grandes centros consumidores globais. “Mandar laranja para a China in natura fica muito perecível, não funciona. O ideal é que a gente consiga, aqui no interior da Bahia, ampliar as unidades de beneficiamento de diversos produtos. Com isso se aumenta o emprego e melhora a capacidade de resistir à oscilação de preço”, pontuou o candidato, citando que o governo Lula já abriu mais de 600 novos mercados internacionais para absorver a produção nacional industrializada.