Salvador, 18/10/2026 12:23

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Interior da Bahia

“Temos que industrializar e exportar o suco, não apenas a fruta”, defende Rui Costa para salvar citricultura baiana

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Ex-governador apontou volatilidade do mercado internacional in natura e sustentou que processamento local de polpas e abertura da China blindam pequenos produtores da oscilação de preços.

A saída estrutural para estancar as sucessivas crises de rentabilidade da citricultura no interior da Bahia foi detalhada pelo candidato ao Senado Rui Costa (PT), em sabatina transmitida nesta quarta-feira (9) pela Rede Boa FM para regiões como Irecê, Itabuna e Barreiras. O ex-chefe do Executivo estadual defendeu a industrialização no campo como única barreira eficaz contra as quedas sazonais de preços que penalizam os agricultores familiares.

Rui sustentou que a venda do fruto sem processamento amplia a vulnerabilidade de quem planta. “Uma coisa estrutural para quem produz commodities é que a gente avance na cadeia produtiva. Então, ao invés de exportar as frutas, seja limão, seja laranja, que a gente possa beneficiar e exportar o suco. Ter fábricas para produzir sucos, assim como no caso do cacau produzir o chocolate. Uma vez o produto processado, ele é mais perene, o produtor tem a capacidade de aguentar mais dias com o produto e, portanto, com menor oscilação de preço”, argumentou.

O petista destacou que a perecibilidade da carga fresca inviabiliza remessas para grandes centros consumidores globais. “Mandar laranja para a China in natura fica muito perecível, não funciona. O ideal é que a gente consiga, aqui no interior da Bahia, ampliar as unidades de beneficiamento de diversos produtos. Com isso se aumenta o emprego e melhora a capacidade de resistir à oscilação de preço”, pontuou o candidato, citando que o governo Lula já abriu mais de 600 novos mercados internacionais para absorver a produção nacional industrializada.

Jornalista, escritor e estrategista de comunicação. Profissional de visão analítica e atuação multidisciplinar, forjou-se na redação do Grupo A Tarde (jornalismo popular e cidade) e na comunicação institucional da AGERBA. Alia o faro investigativo ao rigor técnico, com experiência em coleta e análise de dados primários e econômicos para órgãos públicos. Em sua trajetória, comandou a assessoria de imprensa e a gestão de redes sociais em campanhas políticas para bases superiores a 300 mil seguidores. É especialista em redação SEO e copywriting, produzindo textos e conteúdos corporativos para gigantes do mercado (como Bradesco e Odebrecht), além de atuar como estrategista na elaboração de centenas de projetos institucionais e ESG de alto impacto para captação de recursos. No mercado editorial, codirige um empreendimento ligado a uma fraternidade esotérica e já assinou a edição final e a revisão de dois livros publicados.

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