Em Juazeiro, prefeito de Salvador afirmou que até levantamentos antes favoráveis ao PT agora admitem dianteira oposicionista e cobrou obras travadas como a Ponte Salvador-Itaparica e a Fiol
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), elevou o tom da disputa eleitoral ao afirmar que a corrida pelo Governo da Bahia será decidida sem necessidade de segundo turno. Em entrevista coletiva concedida em Juazeiro, no Vale do São Francisco, o gestor comentou os números divulgados pelos institutos AtlasIntel e Paraná Pesquisas, minimizou discrepâncias metodológicas entre as consultas e sustentou que o desgaste de duas décadas da hegemonia do PT pavimentou um cenário de virada definitiva pró-ACM Neto (União Brasil).
Ao analisar as sondagens que apontam vantagem da oposição sobre Jerônimo Rodrigues (PT), Bruno ironizou a disparidade técnica das empresas de estatística e alfinetou diretamente a AtlasIntel. “Pesquisa tem pra todos os gostos, todos os gêneros. Pesquisas que são por telefone, pesquisas por link de internet. Eu confio nas pesquisas presenciais, que já têm uma margem de erro grande, porque eleição majoritária é sentimento”, pontuou. Em seguida, emendou: “Até a AtlasIntel, que colocava sempre eles na frente, tão colocando atrás. Então é sinal que nós vamos ganhar essa eleição. Será uma eleição de um turno só, por termos poucos candidatos, e já vamos, com fé em Deus e a ajuda do povo de Juazeiro e da Bahia, vencer as eleições no primeiro turno”.
Para o gestor da capital, o clima captado no interior do estado reflete a saturação do ciclo governista. “Hoje o sentimento amplo e que predomina na Bahia, onde a gente anda, é de mudança. São 20 anos de PT: cansou, já deu. O povo quer ver um novo governo, quer dar oportunidade a uma outra pessoa, quer poder ter uma mudança com segurança. São 20 anos onde os problemas do estado só fizeram piorar, se agravar as principais políticas públicas”, disparou.
Bruno também explorou o atraso em promessas estruturantes da administração estadual, citando a paralisia de obras rodoviárias e de logística como entraves ao desenvolvimento do interior baiano. “O estado não conseguiu tirar projetos grandiosos, importantes do papel pra ajudar o estado a se desenvolver. Vejam vocês projetos como a Ponte Salvador-Itaparica, como o Porto Sul, como a Ferrovia Oeste-Leste pra integrar o estado e exportar os grãos do oeste, duplicação de rodovias importantes para escoar a produção. Não houve desenvolvimento regional”, acusou.
Encerrando o diagnóstico econômico com apelo identitário, o prefeito resgatou o legado do ex-governador Antônio Carlos Magalhães. “Infelizmente o estado empobreceu nesses últimos anos, perdeu relevância e importância política no cenário regional e nacional. A gente quer ter uma Bahia grandiosa, onde a gente possa voltar a ter aquele orgulho de ser baiano, aquilo que era um sentimento que ACM tinha e que, na sua época, as pessoas tinham orgulho de aqui morar, viver e criar os seus filhos”, finalizou.