Em sabatina no programa Boa Tarde Bahia, o candidato ao Senado Angelo Coronel (PSD/REP) criticou a atual política de segurança pública, classificando a atuação do Estado como paliativa e desequilibrada diante do crime organizado. O parlamentar defendeu que o combate à criminalidade exige o fortalecimento dos policiais da ponta e ações focadas nas fronteiras para impedir a entrada de armas e drogas no país.
“Segurança pública é estrutural. Não se faz segurança somente com viatura blindada e armamento leve. Hoje os bandidos estão com AR-15, AK-47, enquanto os nossos policiais ganham pouco e a maioria não recebe a gratificação que deveria incentivar quem está na linha de frente”, afirmou Coronel.
Fim da Audiência de Custódia e Prisão Direta para Reincidentes
O candidato teceu duras críticas à audiência de custódia, classificando o instrumento como uma “falácia” que desestimula as forças policiais ao soltar criminosos logo após a prisão em flagrante.
- Mão dura contra reincidentes: Para o candidato, criminosos de primeira viagem (calouros) podem receber uma segunda chance, mas reincidentes devem ir diretamente para presídios de segurança máxima.
- Desestímulo policial: Coronel afirmou que a soltura rápida de presos pela Justiça anula o esforço da polícia e gera frustração nas tropas.
“O bandido comete o crime, a polícia prende e a Justiça solta. Temos que acabar com a audiência de custódia. Se for reincidente, tem que ir direto para a ‘Pedra Preta’, para as penitenciárias. Não pode continuar do jeito que está”, defendeu.
Ataque à Causa: Conclusão do SISFRON e Fronteiras
Na visão de Angelo Coronel, a raiz da violência nos estados brasileiros está na facilidade de contrabando ao longo das divisas do país. O senador defendeu a conclusão imediata do SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) para fechar a entrada de insumos ilegais.
- Ameaça das Fronteiras Secas: O parlamentar citou os 17 mil quilômetros de fronteira terrestre na Amazônia e a facilidade do ingresso de armamentos e drogas no Brasil.
- Inoperância de Forças Centrais: Criticou a falta de eficácia das forças nacionais em conter o tráfego ilícito e o descaminho.
“A causa da insegurança no Brasil é a entrada livre de armas e drogas pela Amazônia. Se a gente combate a causa, não tem o efeito. Precisamos concluir o projeto SISFRON para fechar as fronteiras do país”, concluiu.