Em participação no programa Boa Tarde Bahia, da Band Bahia, o senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) reafirmou sua postura de independência política, destacando que sua prioridade na atuação parlamentar é a destinação de recursos para os municípios baianos, independentemente de quem ocupe a Presidência da República.
Independência política e foco na Bahia
Durante a sabatina, Angelo Coronel enfatizou que trabalhou para garantir emendas e verbas para o estado tanto na gestão de Jair Bolsonaro quanto no atual mandato de Luiz Inácio Lula da Silva:
“Os meus primeiros quatro anos no Senado foram com o governo Bolsonaro. Eu consegui muitos recursos para distribuir no estado da Bahia. Nós fomos campeões durante esses sete anos e meio de mandato na distribuição de emendas para os municípios da nossa querida Bahia. E depois dos quatro anos de Lula, da mesma forma: todos os meus recursos obtidos distribuí para os municípios.”
O parlamentar reforçou que não adota uma postura alinhada automaticamente a governos:
“Quando eu digo que não tenho um presidente de estimação, é porque o meu presidente é aquele que me ajudar a tratar bem a Bahia. Eu não tô lá para ser senador chapa-branca, não fui nesse primeiro mandato e não serei no segundo mandato se Deus me ajudar e eu me eleger. O meu partido chama-se Bahia. Essa será a minha meta: sempre trabalhar em prol da nossa terra.”
Críticas ao travamento da PEC 5 e defesa das prefeituras
Ao comentar a relação entre a eleição de senadores e a composição de chapas governamentais, Coronel argumentou que o papel do senador deve ir além do alinhamento político e focar na defesa de projetos de impacto direto na ponta, citando a PEC 5:
“Senador independente, porque o meu papel… Eu não estou lá para dizer ‘amém’, eu estou lá para defender como defendo a PEC 5 para beneficiar os municípios. A PEC 5 que está travada na gaveta do senador Otto Alencar na CCJ, a pedido do Governo Federal, que está prejudicando aí 4.500 prefeituras no Brasil — só na Bahia são prejudicadas 368 —, onde eu coloquei a PEC para reduzir a previdência de 20 para 8%.”
Alerta sobre reoneração e impacto fiscal nos municípios
O senador também criticou o fim gradual das desonerações e o impacto que a elevação das alíquotas previdenciárias causará às gestões municipais a partir dos próximos anos:
“Ano retrasado eu consegui uma emenda no projeto de desoneração da folha de 17 segmentos empresariais… Consegui colocar uma emenda para beneficiar as prefeituras. Só que começou com 8, 12, 16 e, a partir de janeiro, volta tudo como era antes, para 20%. Isso vai quebrar as prefeituras.”
“Eu não sei por que o governo fica brigando por ‘seis por um’, fica brigando por outras pautas, ‘taxa de blusinha’, mas esquece também de brigar para atender as prefeituras, que estão vivendo momentos de penúria, falta de recursos para fazer frente aos programas sociais e fazer frente à demanda de cada cidade da Bahia.”