O senador e candidato à reeleição Ângelo Coronel (Republicanos) criticou nesta sexta-feira (4) a demora para a execução da ponte Salvador-Itaparica e afirmou que o projeto voltou a ser utilizado como promessa política durante períodos eleitorais. A declaração foi dada durante sabatina da Baiana FM e do BNews.
Na avaliação do senador, a obra poderia funcionar como um vetor de desenvolvimento econômico para o baixo sul da Bahia, além de ampliar o potencial turístico da Ilha de Itaparica.
Durante a entrevista, Coronel relembrou promessas feitas por governos estaduais anteriores sobre a construção da ponte e citou os ex-governadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT), além do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Wagner dizendo que iria fazer a ponte no primeiro governo dele. Passou os quatro anos de Wagner e a ponte nada. Passou os mais quatro anos de Wagner e ponte nada. Rui se elegeu dizendo que iria fazer a ponte. Passou quatro, se elegeu e nada. Jerônimo, pela mesma forma”, afirmou.
“Ilusão para o povo da Bahia”
Coronel afirmou que a retomada do projeto durante o período eleitoral cria expectativas que, segundo ele, não se convertem em execução. O senador classificou a obra como uma “ilusão para o povo da Bahia” e defendeu que o empreendimento seja efetivamente realizado caso haja decisão pela construção.
“Agora, porque estamos no período eleitoral, vem de novo a história da ponte. Quer dizer, isso na minha ótica, isso é uma ilusão para o povo da Bahia”, declarou.
Apesar das críticas, o senador disse ser favorável à construção da ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica. Segundo ele, a obra teria impacto sobre o desenvolvimento regional, especialmente no baixo sul, e poderia contribuir para o crescimento do turismo.
“Eu torço pela ponte, que vai ser um vetor de crescimento muito grande. Vai desenvolver muito essa região do baixo sul. Vai ampliar o turismo na Ilha de Itaparica”, disse.
Comparação com obras na China
Coronel também mencionou uma viagem a Macau, na China, onde afirmou ter conhecido grandes estruturas construídas sobre o mar. Segundo ele, a experiência reforçou sua avaliação de que a tecnologia disponível permitiria acelerar a construção da ponte baiana.
“Eu visitei Macau, onde os chineses fazem várias pontes em cima do mar. Eu conheci ponte lá de 54 quilômetros, porque é uma coisa fácil de ser feita. Quem tem a tecnologia, os chineses têm”, afirmou.
O senador também citou o modelo de parceria público-privada previsto para o empreendimento. Para ele, a participação da iniciativa privada deveria contribuir para evitar novos atrasos, já que o projeto prevê a exploração do pedágio como forma de remuneração.
“É importante que se saiba que o governo não vai pagar a ponte. A ponte é uma parceria público-privada. O empresário vai receber depois o pedágio. Então não tem por que essa demora dessa ponte não sair do papel”, declarou.
Expectativa pela obra
Apesar das críticas à demora, Coronel afirmou que ainda espera pela execução do projeto. O senador voltou a defender que a ponte deixe de ser uma promessa eleitoral e seja efetivamente construída.
“Virou a ponte da ilusão, virou a ponte dos sonhos, mas mesmo assim eu ainda sonho, acalento a esperança que essa ponte sairá um dia. E, pelo que estou vendo, pode sair na gestão de ACM Neto”, afirmou.