As falhas no sistema de regulação da saúde e a insegurança pública no estado da Bahia foram alvos de severas críticas por parte da prefeita de Lauro de Freitas, Débora Régis.
Em entrevista nesta quinta-feira (3), durante o Smart Gov Anciti, em Lauro, a prefeita denunciou a demora no atendimento de pacientes graves e o desgaste sofrido pelos municípios em decorrência dos problemas de responsabilidade estadual.
Débora citou a perda recente de uma pessoa próxima que aguardava vaga no sistema de regulação do Estado:
“[A] saúde bem complicada e ontem mesmo recebi a notícia de uma senhora, né, que inclusive com uma grande amiga minha, tá? Que ela veio a óbito e tinha 20 dias aguardando a regulação. Então é lamentável tudo isso que está acontecendo na Bahia. E a resposta, né, de cada pesquisa que a gente vê é justamente o cansaço da população deste governo que tá aí.”
Segundo a gestora, a falta de clareza do público sobre as atribuições do Estado e do Município faz com que as prefeituras arquem com a pressão social diante da precariedade dos serviços de saúde:
“E outro ponto também é sobre a regulação, né? Que eu como prefeita acaba sempre caindo no colo dos prefeitos porque muitas vezes a população não sabe separar o que é do Estado e o que é do município. Então a gente fica com a bomba na mão, fica com o coração também na mão, porque muitas vezes são pessoas que estão ali, né, passando por situações muito difis.”
Ao avaliar as políticas de combate ao crime organizado, a prefeita defendeu uma postura mais enérgica do Poder Executivo estadual e rebateu falas recentes sobre o enfrentamento às facções:
“Precisa proteger o cidadão. As facções, se eu sou governadora do Estado, eu que tenho que responder pelo Estado. Então, se a facção tá aqui, vai sair, não me importa se vai para outro Estado, não quero nem saber, eu quero proteger o meu Estado. Então foi lamentável o que o governador falou anteontem, tá, dizendo que as facções… e que não vai mandar para outro Estado. Eu quero proteger o meu Estado e ponto. Não sei como vou fazer, mas vou proteger. Então, o cidadão queria isso, essa proteção do Estado, mas infelizmente há 20 anos nós não temos.”