Em discurso inflamado durante encontro com movimentos sociais, o candidato ao Senado Rui Costa (PT) fez uma defesa enfática da trajetória política do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao projetar o cenário político para as próximas semanas, o ex-governador baiano analisou os desafios globais, criticou o avanço de pautas ultraconservadoras no Brasil e no mundo e reforçou o peso decisivo da Bahia nas urnas.
A trajetória de Lula e o legado social
Abertura do discurso destacou a dimensão histórica da liderança de Lula no país e o compromisso do presidente com as camadas mais populares:
“Nos próximos 30 dias, o Brasil vai decidir, no dia 4, o seu rumo, o seu caminho. O Lula, que é um otimista por natureza, já disse que vai viver até os 120 anos. Mas ele já disse: mesmo vivendo até os 120 anos, é a última eleição que ele vai disputar.”
“E ele, definitivamente, já marcou a história do Brasil como o primeiro presidente da República que enxergou o povo negro, que enxergou os filhos da empregada doméstica, do gari, do trabalhador rural e viu que ele tinha que abrir oportunidade para essa meninada chegar à universidade pública.”
“Enxergou que o povo precisa de casa e criou o maior programa habitacional do mundo depois do Minha Casa, Minha Vida, que é o segundo do planeta, só atrás do programa habitacional chinês, que tem 1 bilhão e meio de habitantes.”
O cenário global e a ameaça ao direito dos trabalhadores
Ao expandir sua análise para além das fronteiras nacionais, Rui Costa advertiu sobre o ressurgimento do extremismo e do conservadorismo no debate público global e local:
“Mas não é só o povo brasileiro que tá na expectativa do dia 4. O mundo inteiro tá acompanhando a eleição brasileira. Porque o mundo tá passando momentos difíceis, muita guerra em vários lugares.”
“A gente presenciou nos últimos anos aquilo que a gente achava que já não retornaria mais na história da humanidade. Como o Partido Nazista Alemão voltar a ter votação… A gente presenciou, infelizmente, a volta e a votação no Partido Nazista Alemão ficando em torno de 10%. Coisa que ninguém mais imaginava.”
“Nós tamo vivendo um momento em que, em alguns lugares do mundo, parlamentares eleitos pela população desses países têm coragem de subir na tribuna e abrir o debate e propor o fim do voto feminino. Quem imaginaria que nos dias atuais alguém teria coragem de propor algo assim?”
“Então a gente viu crescer no mundo o discurso racista, o discurso preconceituoso… Viu crescer no mundo o discurso conservador. E aqui no Brasil não é diferente. A retirada, a tentativa de retirada de direitos dos trabalhadores.”
Ataques aos direitos trabalhistas e reajuste do salário mínimo
Rui Costa também mencionou discussões recentes promovidas por setores da oposição e veículos da imprensa tradicional sobre a desvinculação de benefícios e regras salariais:
“Eu disse a Jerônimo na reunião na semana passada: se vocês olharem os editoriais dos grandes jornais do Sul do país, a grande expectativa deles é vencer o Lula para tirar a vinculação do reajuste da aposentadoria do salário mínimo. É tirar da política de reajuste do salário mínimo o aumento real. Porque eles já tinham tirado depois que tiraram a Dilma, e o Lula voltou a colocar aumento real no reajuste do salário mínimo.”
Convocação final e o papel estratégico da Bahia
Encerrando sua fala, o candidato reforçou a importância do engajamento popular e relembrou o protagonismo do eleitorado baiano no cenário nacional:
“Então, eu quero deixar uma mensagem: o Brasil que você quer pro seu filho e seu neto será decidido no dia 4. E a eleição é dura, é difícil.”
“Eu tenho a absoluta convicção que o Lula vai ganhar. Mas a Bahia foi fundamental em 2022. Nós, baianos, demos a maior diferença que o Lula teve no Brasil. A Bahia deu 4 milhões de votos de frente ao Lula. Foi a maior votação do Brasil”, complementou.
Por fim, Rui afirmou que “o povo baiano é apaixonado por Lula e Lula é apaixonado pelo povo baiano…”