Gestor da Educação pontuou mobilização estudantil em eventos literários e defendeu leitura viva para além da obrigação escolar.
Ao avaliar a integração dos estudantes da rede estadual nas feiras literárias baianas nesta quarta-feira (2), em Salvador, Manoel Calazans (SEC-BA) ressaltou o impacto direto dessas experiências na capacidade de interpretação, escrita e construção de repertório cultural para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Calazans citou como exemplo o recente sucesso de público na feira literária da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e o fascínio despertado por autores contemporâneos.
“Semana passada foi a Feira Literária de Feira de Santana, da Uefs. Nós tivemos quase 5 mil estudantes na feira, dos municípios vizinhos e da própria Feira de Santana. Então eu acho que a palavra é democratizar, é garantir o acesso à leitura, é trazer os autores para esse diálogo próximo, ver as filas, porque, por exemplo, os meninos fazem fila quando tem um Itamar Vieira na programação”, relatou.
O gestor enfatizou a meta formativa por trás das caravanas escolares. “Crescer com qualidade e fazer o que a gente tem por obrigação, que é formar estudantes leitores, produtores de textos, né, que consigam interpretar, que formem repertório para o Enem. Então as feiras literárias ajudam muito na formação dos estudantes da educação básica”, finalizou.