Em sabatina ao programa Boa Tarde, Bahia, da Band Bahia, o ex-ministro da Cidadania e candidato ao Senado pelo Partido Liberal (PL), João Roma, defendeu a criação de mandatos com tempo determinado para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a entrevista, o político afirmou que a medida é necessária para restabelecer o equilíbrio institucional no país e combater a insegurança jurídica.
Segundo Roma, o cenário nacional exige mais do que debates ideológicos superficiais, demandando instituições previsíveis e o cumprimento rigoroso das leis para garantir o desenvolvimento social e econômico.
“Eu sou a favor que seja constituído mandato para os ministros do Supremo Tribunal Federal, mas, para além disso, é fundamental que a gente busque um equilíbrio no nosso Brasil. Sempre defendi, inclusive aqui mesmo nesse programa, que o problema mais sério do Brasil hoje vai além de uma queda de braço entre esquerda e direita. Fala-se da segurança jurídica”, afirmou.
Críticas ao Poder Judiciário e papel do Senado
Ao aprofundar sua análise sobre o Judiciário, o ex-ministro apontou a existência de decisões movidas por interesses individuais ou paixões políticas. Para Roma, tais atitudes comprometem a estabilidade da nação e afastam o Judiciário de sua missão pacificadora.
“Porque eu nunca vi uma nação prosperar, ter êxito, sem leis que as pessoas confiem, sem a aplicação efetiva da justiça. Infelizmente, hoje no Brasil a gente vive uma grande insegurança jurídica, porque as pessoas que deveriam tomar conta da Constituição… está sendo revelado todas essas coisas erradas que a gente vê no noticiário em Brasília. Pessoas que utilizaram o poder para seus próprios interesses, para benefícios pessoais, para utilizar a Constituição de acordo com as suas próprias vontades, de forma muito passional. Isso é ruim porque o papel do Judiciário é pacificar e harmonizar a nossa nação, inclusive buscando convergência na nossa sociedade”, declarou.
Por fim, o candidato destacou a responsabilidade do Senado Federal na fiscalização dos demais Poderes e na preservação das garantias constitucionais.
“O Senado da República tem esse papel. E como senador eu quero, sim, defender o interesse do povo brasileiro, fazer valer a Constituição e colocar assim equilíbrio entre esses Poderes, para que a gente possa ter paz e o Brasil possa prosperar para que as pessoas possam melhorar de vida”, finalizou.