O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT) e afirmou que não pretende afastar o secretário estadual do Meio Ambiente, Eduardo Sodré Martins, em meio às apurações relacionadas ao Banco Master. As declarações foram dadas nesta terça-feira (1º), durante sabatina na TV Aratu.
Ao comentar os pagamentos de empréstimos consignados de servidores públicos ao banco, Jerônimo afirmou que o Estado não utiliza recursos próprios nas operações e que apenas cumpre determinações judiciais relacionadas aos contratos firmados pelos funcionários.
“Eu não respondo pelo PT, eu estou aqui respondendo pelo Governo do Estado. Em relação aos pagamentos, não são dinheiros públicos, são dinheiros do servidor que fez um contrato de compras, um consignado. E a Justiça nos obriga a cumprir”, declarou.
Segundo o governador, a administração estadual continuará realizando os repasses enquanto houver determinação judicial.
“O Governo da Bahia seguirá fazendo o pagamento por ordem judicial. Vou cumprir aquilo que a lei e a Justiça fazem comigo. Continuarei pagando porque não é recurso público, é contrato de cada servidor público que fez um consignado”, afirmou.
Secretário permanece no cargo
Questionado sobre a permanência de Eduardo Sodré à frente da Secretaria do Meio Ambiente, Jerônimo disse não identificar, até o momento, fundamento para retirá-lo do cargo. O governador ressaltou que o secretário tem prestado esclarecimentos às autoridades.
“O secretário Eduardo, assim como o próprio senador Jaques Wagner, está prestando serviços e as informações necessárias à Justiça. Até agora eu não vejo motivação. Enquanto ele não tiver qualquer tipo de condenação e tem prestado o serviço adequado na área do meio ambiente, eu não vejo motivo para demitir”, afirmou.
Jerônimo reforça confiança em Wagner
O governador também defendeu o ex-governador e atual senador Jaques Wagner, citado nas apurações, e destacou o histórico político do petista à frente do Executivo baiano.
“O senador Jaques Wagner tem um legado muito grande no Governo do Estado. A nossa história, da democracia, da retomada das relações de investimentos no interior e na capital, é um legado que ele dirigiu”, disse.
Jerônimo afirmou ainda confiar no senador e ressaltou que Wagner deverá continuar colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações.
“Fico na condição de continuar acreditando no Jaques, que conhece a história. Em outra vez, em eleições na época da Fonte Nova, houve da mesma forma no período eleitoral e depois não houve nada que comprovasse que o senador tivesse algum grau de responsabilidade. Espero que ele preste contas e continue oferecendo à Justiça os serviços e as informações necessárias”, concluiu.