Durante entrevista concedida nesta terça-feira (1°) ao programa Boa Tarde Bahia, da Band Bahia, o senador e pré-candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) fez uma análise franca sobre os desafios de governabilidade em Brasília. Ao abordar a pauta da segurança pública e a tramitação de projetos prioritários, o parlamentar destacou as dificuldades enfrentadas pelo Executivo devido à composição das casas legislativas.
Wagner relembrou sua atuação como líder do governo no Senado para contextualizar o atual cenário do Congresso Nacional:
“Primeiro é bom reconhecer que o presidente Lula — e eu fui líder do governo durante 3 anos e 4, 5 meses —, o presidente Lula não tem maioria nem no Senado, nem na Câmara. Então aí é a primeira dificuldade”, explicou.
Alerta para o cenário eleitoral
Diante do entrave legislativo, o senador defendeu a importância de construir bancadas fortes para sustentar as propostas da gestão federal. Em tom de convocação para a militância e eleitores, Wagner ressaltou que a escolha para o Legislativo é tão crucial quanto a disputa presidencial:
“Por isso eu tenho dito por onde ando que não basta votar no presidente Lula. É preciso dar a ele senadores — e tenho, estou oferecendo a minha candidatura e Rui Costa também a sua — e deputados federais. A Bahia tem uma bancada de 39 deputados federais… Bancadas que apoiem as iniciativas feitas”, declarou.
Construção da nova PEC da Segurança
O senador também detalhou a elaboração das propostas para a segurança pública nacional, frisando que o projeto foi construído a partir de amplo diálogo com autoridades e especialistas da área:
“A iniciativa foi feita, ela evidentemente foi elaborada ainda no período do ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Foi trabalhada e discutida, porque uma matéria como essa não sai da cabeça de um gênio. Ela tem que ser discutida com vários especialistas, vários consultores… Tem que ser discutida com aqueles que estão ‘mão na massa’, os secretários de Segurança dos 26 estados e do Distrito Federal”, afirmou.
Por fim, Jaques Wagner manifestou otimismo sobre o andamento da proposta na Casa Baixa e no Senado:
“Finalmente ele já está há algum tempo aqui no Congresso Nacional. Ele precisa ser votado aqui no Senado, e eu espero que ele possa ser votado no esforço concentrado que começa hoje e vai até quinta-feira”, concluiu.