O candidato ao Senado e presidente do PL na Bahia, João Roma, destacou sua passagem pelo Ministério da Cidadania, durante o governo Jair Bolsonaro, ao defender sua experiência para representar o estado no Congresso Nacional. Em entrevista à Rádio Clube FM, de Santo Antônio de Jesus, nesta segunda-feira (31), o ex-ministro afirmou que a ampliação do valor pago pelo principal programa de transferência de renda do país é um exemplo dos resultados de sua atuação em Brasília.
“Na oportunidade que eu pude ser ministro, eu consegui apoiar e ajudar milhões de famílias, especialmente aqui na Bahia. Eu consegui como ministro mais do que triplicar o valor do Bolsa Família”, afirmou Roma.
O candidato lembrou que o benefício pago às famílias tinha, segundo ele, valor médio de aproximadamente R$ 180 e ressaltou que atualmente o piso é de R$ 600. Roma atribuiu a mudança a medidas adotadas durante sua passagem pelo Ministério da Cidadania e afirmou que a ampliação contribuiu para melhorar as condições de famílias em situação de vulnerabilidade.
Roma também citou sua trajetória na Câmara dos Deputados e à frente do Ministério da Cidadania como exemplo da atuação que pretende desenvolver caso seja eleito senador. “Eu tive a oportunidade já de ocupar grandes cargos, eu pude ser ministro de estado da área social do governo”, pontuou.
O candidato disse que pretende repetir no Senado a atuação voltada à obtenção de recursos e benefícios para a Bahia. Entre as iniciativas citadas estão o fortalecimento do Pé-de-Meia e o apoio a uma eventual gestão de ACM Neto (União Brasil) no governo estadual.
“Quero trazer muitos mais benefícios, quero poder ajudar, fortalecer o Pé de Meia, ajudar ACM Neto a criar um outro momento aqui no estado da Bahia”, disse.
Durante a entrevista, Roma também foi questionado sobre infraestrutura e medidas para aumentar a competitividade dos empreendedores baianos. Ele criticou a atuação do governo estadual e apontou dificuldades enfrentadas por agricultores e comerciantes, além dos impactos da concorrência do comércio eletrônico sobre estabelecimentos físicos.
“A gente tem que ter mecanismos que viabilizem realmente que as pessoas possam ganhar o seu sustento. E está cada vez mais difícil ganhar a vida hoje, não está sendo tarefa fácil”, afirmou.
Roma também apontou gargalos de infraestrutura e criticou a carga tributária no estado. Entre os problemas mencionados está a falta de duplicação integral da BR-101 na Bahia, obra que, segundo ele, contribuiria para melhorar o escoamento da produção.
Ao criticar a gestão estadual diante das dificuldades enfrentadas pela população e pelos empreendedores, Roma afirmou: “Você vê um governo de Estado de braços cruzados fazendo cara de paisagem para dificuldade com o que passa o povo baiano”.
Foto: Max Haack