Candidato ao Senado critica Código Penal da década de 1940, aponta banalização da vida humana e defende endurecimento rigoroso para crimes violentos e feminicídios.
Em participação no programa Toda Hora, da Salvador FM, nesta segunda-feira (31), o candidato ao Senado Rui Costa (PT) criticou com veemência os mecanismos legais de remição de pena previstos na execução penal brasileira. Para o ex-ministro da Casa Civil, as brechas jurídicas atuais geram um sentimento de impunidade que anula o trabalho das polícias e desrespeita as famílias das vítimas.
Rui sustentou que a legislação penal, em vigor desde a década de 1940, está desconectada da brutalidade das organizações criminosas modernas e dos casos de violência doméstica. “A imprensa divulga: condenado a 30 anos, condenado a 20 anos. O povo acha que a justiça foi feita. Quando você vai ver, com dois, três ou quatro anos o sujeito está solto”, afirmou.
O petista ironizou as justificativas utilizadas para a concessão de liberdade antecipada a autores de crimes hediondos. “Porque leu dez capítulos da Bíblia na prisão, reduz tantos anos; limpou a cela, reduz mais um tanto; leu não sei quantos livros, reduz mais. Quando você vai ver, o cara que matou pai, matou mãe, matou mulher, matou idoso, tá solto. Isso é um absurdo. Quem deu a vida foi Deus, e a lei tem que ser muito rigorosa para homicida”, declarou.