Em podcast, parlamentar destaca que, apesar de o projeto da ponte ser liderado por consórcio chinês, os estudos técnicos, ambientais e sociais vêm sendo executados por profissionais e universidades locais
Durante participação no podcast Na Disputa, o vereador baiano Felipe Santana (PSD) defendeu o protagonismo da mão de obra e da inteligência técnica locais nos estudos preparatórios para a construção da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica.
Em suafala, Santana reconheceu a expertise internacional do consórcio chinês responsável pela megaobra, mas fez questão de destacar que as etapas fundamentais de sondagem e relatório social estão sendo executadas por empresas e profissionais da própria Bahia.
“Empresa chinesa, legal. É quem domina a tecnologia, quem faz as maiores pontes do mundo. A fama é do chinês que faz a grande [obra], porque já tem experiência e expertise das grandes pontes no mundo. Mas quem botou a mão na massa aqui em Salvador e na Bahia? Empresa local. Não é empresa sulista ou de outra região não, é aqui dentro”, declarou o parlamentar.
Santana ressaltou a atuação da empresa baiana Jequitibá Engenharia, comandada pelo casal de engenheiros Christiano e Andrea, contratada para liderar estudos e relatórios sociais do projeto. Segundo o vereador, o corpo técnico envolvido na elaboração desses levantamentos reúne especialistas formados nas principais instituições públicas do estado, como a Universidade Federal da Bahia (UFBA), a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), além de institutos federais e escolas técnicas regionais.
O parlamentar enfatizou ainda que o rigor do trabalho executado pelos profissionais baianos garantiu o cumprimento de todas as exigências legais e a validação do projeto junto aos órgãos estaduais e federais de controle fiscal e ambiental.
A Ponte Salvador–Itaparica, fruto de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo do Estado da Bahia e empresas estatais chinesas (como a CCCC e a CR20), prevê um investimento bilionário para interligar a capital baiana ao Recôncavo e ao Baixo Sul do estado. Para Santana, a garantia da participação da engenharia e da academia baianas desde a fase de estudos consolida o projeto como um gerador de oportunidades e conhecimento para a população do próprio estado.