Secretária aponta acúmulo de resíduos na capital como fator de explosão de mosquitos e alerta para baixa cobertura de agentes comunitários
A secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana, alertou para o crescimento expressivo nos casos notificados de arboviroses em Salvador e vinculou o avanço das doenças aos problemas crônicos de limpeza urbana e acúmulo de lixo nas ruas da cidade.
Enquanto os números gerais do estado apontam retração nos índices, a capital baiana registra alta acelerada. “Salvador apresenta 33% de crescimento nos casos de dengue, na contramão do Estado, que reduziu 19%. E a chikungunya teve 1000% de aumento em Salvador comparado ao mesmo período anterior. Se a limpeza urbana não acontece e a prefeitura não cuida, a conta sobra para a saúde da população”, explicou a secretária.
Roberta chamou atenção também para a carência de atenção básica na capital baiana. “Mais de 40% da população de Salvador não tem cobertura de UBS e o município tem apenas 28% de agentes comunitários de saúde. Sem atenção primária e com lixo acumulado, as pessoas adoecem e superlotam as UPAs e os leitos do Estado”, concluiu.