Prefeito de Salvador citou dados do TCE, apontou colapso na saúde estadual e defendeu papel das UPAs municipais no acolhimento de pacientes.
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), reagiu nesta quinta-feira (27), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), às tentativas do Executivo estadual de atribuir aos municípios os gargalos no sistema de regulação de saúde. O gestor classificou o cenário como reflexo de ausência de comando.
Bruno Reis citou levantamentos de órgãos de fiscalização externa para rebater os discursos oficiais. “Fila da regulação. Disseram que iam zerar a fila da regulação. Vem o TCE, auditores independentes que são responsáveis por analisar as contas do governo, diz que aumentou em 115%, ou seja, dobrou o tempo de espera. Aí ele vem e culpa os prefeitos”, afirmou.
O prefeito sustentou que a estrutura montada pelas administrações municipais impede um colapso ainda maior. “Se não fossem o prefeito de Salvador, o prefeito de Feira de Santana e grandes cidades que têm leitos de UTI, têm UPAs com salas vermelhas para que os pacientes aguardem a regulação, essas pessoas estariam morrendo nas portas dos hospitais, nos corredores, nas macas. Agora, se você for nas nossas UPAs, vocês vão ver 350 pessoas aguardando a fila da regulação. Os dados apontam que em Feira de Santana morreram 700 pessoas ano passado à espera da fila da regulação. Então falta é governo, falta gestão. Só que aqui não tem governador. Aqui não tem governador, infelizmente, sofre as consequências”, concluiu.