Medida visa beneficiar cerca de 10 mil estudantes da rede municipal; gestão municipal também aposta no formato profissionalizante e destaca indicadores na educação infantil.
A Prefeitura de Salvador oficializou um novo mecanismo de apoio financeiro voltado à permanência de estudantes na Educação de Jovens e Adultos (EJA). Com um orçamento global estimado em R$ 12 milhões — distribuído em repasses mensais de aproximadamente R$ 1 milhão —, o programa concederá uma bolsa assiduidade direcionada a cerca de 10 mil alunos da rede pública municipal.
O anúncio ocorreu durante solenidade no Centro de Formação de Professores Emília Ferreiro, localizado no bairro do Costa Azul. A proposta busca mitigar um dos principais gargalos da modalidade: a necessidade de conciliar a rotina de trabalho com o horário das aulas, fator que historicamente eleva os índices de abandono entre trabalhadores e pessoas mais velhas que buscam a alfabetização ou a conclusão do ensino fundamental.
Qualificação profissional integrada
Paralelamente ao benefício de transferência de renda vinculada à frequência, o município estrutura a expansão da chamada EJA Profissionalizante. A estratégia consiste em conectar a matriz curricular básica à capacitação técnica para o mercado de trabalho, garantindo que o egresso finalize a etapa escolar já munido de uma qualificação prática para gerar renda.
Balanço na primeira infância
Durante o pronunciamento, o Executivo municipal também apresentou um panorama sobre o atendimento na educação infantil:
- Vagas em creches: Salvador atingiu a marca de 56% de cobertura para crianças de dois e três anos, posicionando-se na liderança do Nordeste e em 4º lugar entre as capitais do país segundo parâmetros da PNAD.
- Pré-escola: Foi destacada a universalização do acesso (100% de cobertura) para a faixa etária de quatro e cinco anos.
- Histórico de evolução: A gestão pontuou a saída da capital das últimas colocações no ranking nacional de vagas nos primeiros anos de infância.
Cenário de indicadores e proficiência
O encontro também serviu de palco para avaliações comparativas sobre os índices educacionais na Bahia. Ao defender o avanço das notas municipais no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), foi enfatizada a evolução da proficiência nos anos iniciais da rede da capital, contrastando esse desempenho com os desafios enfrentados pela rede estadual de ensino nos ciclos fundamental e médio.