Salvador, 25/08/2026 18:44

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Ângelo Coronel defende pena de morte em casos extremos: “Tem certas coisas que não dá”

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O senador e candidato à reeleição pelo Republicanos, Ângelo Coronel, afirmou ser contrário à liberação das drogas e declarou que, apesar de a pena de morte ser proibida pela Constituição brasileira, considera que a punição poderia ser necessária em casos extremos.

Ao ser questionado sobre aborto, Coronel foi direto ao reafirmar sua posição: “Sempre fui a favor da vida e vou continuar sendo”.

Sobre a liberação das drogas, o senador disse ter se posicionado contra a medida quando o tema foi analisado pelo Senado.

“Votei contra no Senado, quando o projeto tramitou, contra também a droga”, afirmou.

“Pena de morte seria necessária”

Ao comentar a possibilidade de adoção da pena de morte no Brasil, Coronel reconheceu que a medida é incompatível com a atual Constituição, mas defendeu uma discussão sobre o tema.

“É uma cláusula pétrea da nossa Constituição. Para a gente mudar e aprovar a pena de morte, tem que fazer uma nova Constituição”, declarou.

Na sequência, o senador afirmou acreditar que há situações nas quais a pena capital poderia ser aplicada.

“Mas tem casos que a pena de morte seria necessária, como tem em países por aí afora”, afirmou.

Coronel reconheceu que a posição pode gerar críticas, mas disse não querer se omitir diante de crimes envolvendo violência sexual contra crianças.

“É um tema polêmico, sei que muitos vão até me criticar, mas eu não posso ficar aqui em cima do muro, vendo pessoas sendo estupradas, pedófilos soltos por aí, pegando criancinha de 1, 2, 3 anos para estuprar. Tem certas coisas que não dá”, declarou.

“Você é maluco?”

Para explicar sua posição, Coronel relatou uma conversa que teve com um colega sobre a pena de morte. Segundo ele, o homem inicialmente se posicionou contra a punição, mas mudou de opinião ao ser questionado sobre uma eventual violência sexual contra a própria filha.

“Uma vez eu estava conversando com um colega, eu dizendo: rapaz, vou ser a favor da pena de morte? Aí ele disse: você é maluco, rapaz? Eu não vou querer que ninguém morra”, contou.

Coronel, então, perguntou sobre a filha do colega.

“Eu perguntei: sua filha tem quantos anos? Ele disse: fez dois anos e meio agora. E se ela fosse estuprada? O que você ia fazer? ‘Matava esse FDP’”, relatou.

Para o senador, o episódio demonstra a complexidade e a polêmica que envolvem a discussão sobre a pena capital.

“Quer dizer, você vê como é a polêmica. Ele é contra a pena de morte, mas se estuprasse a filha dele, ele já estava a favor da pena de morte”, afirmou.

Coronel concluiu defendendo o endurecimento das leis brasileiras e avaliando que, caso isso não ocorra, a discussão sobre uma mudança constitucional poderá voltar ao centro do debate.

“Essa é uma bandeira muito polêmica, e já tem país que adotou. E eu acredito que, se não mudarmos as nossas leis, as leis mais duras, vai se terminar desaguando numa nova Constituição e incluindo autorização para a pena de morte”, concluiu.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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