Em entrevista ao Prisma do Bahia Notícias, o senador e candidato à reeleição pelo Republicanos, Ângelo Coronel, afirmou que o posicionamento público de prefeitos em relação à disputa eleitoral pode mudar à medida que a campanha avançar. Para ele, gestores municipais podem sofrer pressão política de grupos governistas, mas terão liberdade para definir seus apoios nos momentos decisivos da eleição.
Coronel afirmou que prefeitos não estão subordinados a governadores ou ministros e que foram escolhidos diretamente pelo eleitorado.
“Na verdade, o prefeito vai fingir que está recebendo a pressão do governo, vai fingir até que está obedecendo, mas o prefeito e a prefeita são pessoas independentes”, declarou.
Segundo o senador, os gestores municipais ocupam os cargos por força do voto popular e, por isso, não deveriam ser tratados como subordinados a outras autoridades políticas.
“Não estão no cargo por imposição de governador ou de ministro, estão ali pelo voto popular”, afirmou.
Coronel prevê mudança no cenário em setembro
O candidato também avaliou que a disputa eleitoral na Bahia deve ganhar intensidade no último mês antes da votação. Segundo ele, apesar de a campanha já estar oficialmente em andamento, parte das lideranças políticas ainda não teria colocado toda a estrutura eleitoral nas ruas.
“Lá para frente, nesses 40 dias que nos restam para a eleição, já que a eleição vai começar a esquentar ainda, segundo várias lideranças da Bahia, só vai botar o bloco na rua a partir de 1º de setembro, os 30 dias finais”, disse.
Na avaliação de Coronel, a mudança de comportamento dos grupos políticos poderá impactar não apenas a disputa pelo Senado, mas também os demais cargos em jogo.
“Quando essa turma realmente começar a trabalhar, eu acredito que vai mudar muito na Bahia. Não é só a questão de Ângelo Coronel, senador, mas eu acho que todos os cargos que estão aí pleiteando”, afirmou.
“Hora do vamos ver”
Coronel também destacou que, neste momento da campanha, diferentes candidatos ainda contam com manifestações de apoio de lideranças municipais. Para ele, porém, o cenário poderá ser alterado quando a eleição entrar em sua fase decisiva.
“Todo mundo está com direito de preferência, mas a hora do vamos ver vai começar no último mês, que é o mês de setembro”, declarou.
O senador afirmou ainda esperar manter os apoios que vem recebendo ao longo da pré-campanha, mas deixou em aberto a possibilidade de mudanças.
“Eu espero continuar no direito de preferência de várias lideranças, mas, se assim não for, o que eu vou fazer?”, questionou.