Salvador, 25/08/2026 16:21

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Angelo Coronel ironiza reunião de prefeitos e diz que base de Jerônimo está “preocupada” com sua candidatura

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O senador e candidato à reeleição pelo Republicanos, Angelo Coronel, afirmou que a movimentação da base governista em torno de sua saída da chapa majoritária para 2026 demonstra preocupação com sua candidatura ao Senado. A declaração ocorreu após o senador Rui Costa (PT) relatar publicamente bastidores envolvendo uma tentativa de acomodar Coronel na chapa governista.

Em entrevista na segunda (24) ao projeto Prisma, do Bahia Notícias, Coronel classificou o episódio como uma “página virada”, mas ironizou a realização de uma reunião que, segundo ele, teria reunido mais de cem prefeitos para discutir sua situação política.

“Eu fico lisonjeado de marcarem uma reunião com, sei lá, cento e tantos prefeitos, onde a pauta principal foi o episódio Coronel. Então significa que Coronel deve estar gerando algum incômodo para a base governista”, afirmou.

O senador questionou por que lideranças governistas continuariam dedicando tempo à sua trajetória política caso, como ele afirma terem dito, sua candidatura não representasse uma ameaça eleitoral.

“Eu não ia perder o meu tempo para discutir sobre uma pessoa que está em fim de mandato, uma pessoa que eles dizem que não tem prestígio, que se elegeu sempre apadrinhado pelos caciques da política baiana”, declarou.

Coronel rebate versão de Rui Costa

A fala de Coronel ocorre após Rui Costa mencionar uma articulação que teria envolvido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para garantir espaço ao senador na chapa majoritária governista.

Segundo Coronel, porém, as conversas mencionadas tratavam de uma eventual vaga de suplente ao Senado, e não da titularidade.

“História que Lula ia ligar pra Diego, que ia me ligar, que ia dar quatro anos a Wagner, depois mais quatro anos. Gente, tudo isso estava se falando de suplência, ninguém estava falando de titularidade”, afirmou.

Coronel disse que a proposta seria retirá-lo da disputa pela titularidade e oferecer uma alternativa para que ele permanecesse politicamente vinculado ao grupo.

“Todo mundo era: tira Coronel para suplente, depois a gente dá um remédio a ele. Wagner vem para o ministério, ele assume quatro anos. Se ele for suplente Wagner, depois tem que esperar Lula se reeleger, Wagner se reeleger, para eu também assumir depois mais quatro anos”, relatou.

O senador ainda utilizou o conceito matemático de “bicondicional” para ironizar as condições envolvidas na negociação.

“Tudo naquela famosa bicondicional que eu uso muito, é o ‘se somente se’. Só que a bicondicional, no meu dicionário, ela é muito duvidosa e eu não dou valor”, disse.

“Eles estão preocupados com a vaga de Senado”

Coronel concluiu afirmando que a insistência de integrantes da base governista em discutir sua candidatura seria um indicativo de que sua presença na disputa preocupa o grupo.

“Eu só tenho a dizer isso: eles estão preocupados com a vaga de Senado, porque, se eles não estivessem preocupados, não estariam se reunindo e, a todo momento, me depreciando no interior perante os prefeitos”, afirmou.

Coronel rompeu com o grupo governista após ficar fora da chapa majoritária para as eleições de 2026. Filiado ao PSD, o senador migrou para o Republicanos e passou a integrar o campo de oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

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