O governador e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), prometeu ampliar a realização de concursos públicos e os investimentos em segurança pública caso permaneça no comando do governo da Bahia. As declarações foram dadas nesta terça-feira (25), durante sabatina no programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3).
Segundo Jerônimo, o plano de governo prevê novos concursos para diferentes órgãos ligados à segurança pública, além da ampliação da estrutura operacional das forças policiais.
“Está garantido em meu plano de governo mais concursos em diversas áreas para a Polícia Civil, para a Militar, para o DPT e para a Penal. Além disso, ampliação de investimento para a compra de mais viaturas e mais armamentos”, afirmou o petista.
‘Não se faz magia por decreto’
Ao comentar os desafios enfrentados na área, Jerônimo disse que a redução da criminalidade depende de investimentos e descartou soluções baseadas apenas em medidas administrativas.
“Não se faz magia por decreto. Se fosse assim, já teria decretado que nós conseguiríamos resolver o que nós queremos nessa área. Mas não é decreto. É investimento, e ele vai começar a falar”, complementou.
A segurança pública é um dos principais temas da disputa pelo governo da Bahia. O estado enfrenta pressão política em torno dos índices de violência, enquanto os candidatos apresentam propostas distintas para ampliar o efetivo policial e combater organizações criminosas.
Jerônimo defende participação federal
O governador também afirmou esperar que uma eventual nova gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avance na proposta de criação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP).
Na avaliação de Jerônimo, a medida poderia ampliar a participação do governo federal no combate ao crime e garantir mais recursos para os estados.
“Significa mais orçamento para a gente poder, bancar a para uma atuação mais efetiva e garantirmos que as fronteiras sejam policiadas, e monitoradas”, afirmou.
Jerônimo também defendeu uma atuação integrada entre União e estados no combate ao tráfico de drogas e de armas.
“A Bahia não produz, não tem laboratórios de grande porte, de pequeno porte, de médio porte, para a produção de drogas, de produção de armas, então, o papel do governo federal é fundamental, tanto nos investimentos, quanto no compartilhamento da sua responsabilidade”, disse.
As declarações fazem parte da agenda de campanha do governador, que busca a reeleição e tem a segurança pública como um dos temas centrais da disputa eleitoral na Bahia.