O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjor-BA), Moacy Neves, fez duras críticas à conduta do deputado estadual Diego Castro (PL) durante o tumulto registrado na Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. Em nota enviada à imprensa, o líder sindical acusou o parlamentar de orquestrar uma ação deliberada para provocar estudantes e professores, visando unicamente gerar engajamento e conteúdos para as redes sociais.
De acordo com Moacy Neves, a visita do parlamentar foi calculada para criar um ambiente de confronto. O dirigente apontou que Diego Castro ingressou na faculdade acompanhado de cinco pessoas, as quais qualificou como “jagunços”. A justificativa utilizada pelo deputado para a abordagem foi a alegação de que a comunidade acadêmica estaria utilizando verbas públicas para promover campanha política em prol do PT.
“Ele quase conseguiu o que provavelmente queria: um confronto para gerar cortes às suas redes sociais”, declarou o presidente do Sinjor-BA, ressaltando que a tensão na unidade de ensino quase resultou em um entrevero de maiores proporções.
Cobrança à Assembleia Legislativa da Bahia
Além de rebater as atitudes do deputado do PL, Moacy Neves direcionou cobranças formais à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O sindicalista argumentou que o comportamento demonstrado por Diego Castro contraria a trajetória e a dignidade histórica do Poder Legislativo baiano. Para enfatizar o contraste, citou antigos parlamentares de variadas correntes ideológicas, destacando que a postura de parte da bancada atual destoa expressivamente da postura mantida por gerações passadas.
O representante do Sinjor-BA também levantou suspeitas sobre o financiamento do grupo que acompanhava o deputado. Moacy questionou publicamente se os acompanhantes de Diego Castro seriam remunerados com recursos públicos da própria Alba. Em tom de cobrança, direcionou a pergunta à presidente da Assembleia, deputada Ivana Bastos (PSD), exigindo apuração sobre a origem das verbas eventualmente empregadas na manutenção da equipe parlamentar.
As declarações do dirigente sindical intensificam a repercussão política em torno do episódio na Facom e ampliam a pressão sobre o mandato de Diego Castro, inserindo o uso da estrutura e dos recursos do Legislativo no centro do debate.