Empresário contesta calendário de decisões da Justiça Eleitoral e cobra do TSE o mesmo ritmo de julgamento aplicado a ações contra o atual presidente.
Em participação no programa Giro Baiana, transmitido pela BNews TV a partir de Salvador nesta quinta-feira (20), Pablo Marçal (PRTB) comentou a situação jurídica de sua pré-candidatura presidencial e cobrou isonomia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O empresário defendeu que sua pretensão eleitoral segue juridicamente ativa enquanto houver recursos pendentes de trânsito em julgado e traçou um paralelo com os pedidos de inelegibilidade que tramitam contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao detalhar a estratégia jurídica adotada por sua equipe, Marçal afirmou confiar na reversão de seus impedimentos e criticou o acúmulo de processos em anos pré-eleitorais. “A candidatura, ela está válida. Ela não está transitada em julgado a sentença. Então, nós estamos recorrendo segundo a ampla defesa e o contraditório. (…) Se não, eu não entraria para criar um desgaste de dois, três dias”, afirmou.
Marçal também apontou que a Corte Eleitoral admitiu ações contra Lula e exigiu rapidez processual em ambos os casos. “O Lula pode ficar inelegível por dinheiro público que ele colocou no Carnaval. Então, o TSE admitiu a ação e eu espero que o mesmo sistema crie celeridade nos dois. Eu não quero enrolação”, declarou. O membro do PRTB ainda questionou o timing dos julgamentos: “Me julgaram em 2023, em 2024 e 2025, mas deixaram as ações todas para correr agora perto da eleição para gerar esse desconforto todo”.