Candidato ao governo defendeu apuração rigorosa sobre recursos apreendidos com o senador petista e rechaçou qualquer acordo de bastidor com a oposição.
Em entrevista ao programa Giro Baiano, da BNewsTV, o candidato ao Governo do Estado ACM Neto (União Brasil) comentou as recentes operações da Polícia Federal que tiveram como alvo o senador Jaques Wagner (PT), no âmbito de apurações ligadas ao Banco Master. Neto defendeu que figuras públicas prestem esclarecimentos transparentes à sociedade e classificou como frágeis as justificativas apresentadas pelo parlamentar governista sobre os valores apreendidos em sua residência.
O ex-prefeito pontuou que o caso exige rigor das instituições de controle. “Defendo toda a investigação da forma mais ampla, isenta e transparente possível. O senador Jaques Wagner vai ter que prestar contas das suas atitudes, vai ter que prestar contas dos euros e dólares que foram encontrados nas suas residências. Quando a gente olha a resposta do senador, sobretudo para justificar a origem daqueles recursos, me pareceu uma resposta frágil e insuficiente. Havendo responsáveis, eles devem ser punidos”, afirmou.
Neto também negou veementemente qualquer pacto de não agressão entre o seu grupo político e o senador do PT. “Isso é uma coisa impossível, até porque eu não trato sobre política com o senador Jaques Wagner. Tive pouquíssimas vezes com ele em ambientes sociais, onde nos cumprimentamos civilizadamente. Nós somos pessoas diferentes, temos procedimentos diferentes e atuamos em campos políticos bem diferentes. Não teria nem como haver uma conversa para fechar qualquer tipo de acordo. Isso não existiu”, destacou.