O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a explorar a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um dos principais pontos de sua estratégia eleitoral e atacou o adversário ACM Neto (União Brasil) durante sabatina nesta terça-feira (18), promovida pela Band Bahia em parceria com a Tribuna da Bahia.
Ao defender a proximidade entre o governo estadual e o Palácio do Planalto, Jerônimo afirmou que a Bahia pode ser prejudicada caso eleja um governador que não tenha uma relação próxima com o presidente da República.
“Se não tiver um presidente que olhe para nós, o jogo não vai ser fácil.”
O petista relembrou o período em que integrou o governo do ex-governador Rui Costa e afirmou que, segundo sua avaliação, a falta de interlocução com o então presidente Jair Bolsonaro prejudicou o Estado.
“Eu fui secretário do ex-governador Rui Costa durante oito anos e o Rui não foi recebido uma vez em quatro anos. Não foi Rui que não foi recebido, foi a Bahia.”
Jerônimo classificou como inadequada a utilização de divergências políticas para restringir a relação institucional entre União e estados.
“Essa coisa do comportamento de castigo, ‘ah, vamos dar um castigo porque aquele Estado não votou em nós’, não é da democracia, não é correto.”
Ataques a ACM Neto
Na sequência, o governador direcionou as críticas a ACM Neto e afirmou que o adversário não teria alinhamento político com Lula. Jerônimo classificou o ex-prefeito de Salvador como “anti-Lula” e disse que ele estaria tentando se aproximar do eleitorado do presidente durante a campanha.
“O Lula na Bahia tem candidato. Não é o ACM.”
Jerônimo também fez referência a uma declaração atribuída a ACM Neto sobre uma “surra” no presidente Lula e utilizou o episódio para reforçar sua crítica ao posicionamento político do adversário.
“O meu opositor prometeu uma surra no Lula.”
O governador ainda acusou Neto de ter adotado posições contrárias a obras e projetos atualmente defendidos pela oposição, citando o metrô, a modernização do Teatro Castro Alves, o VLT e a Ponte Salvador-Itaparica.
“Ele é o anti-Lula. O ACM é o anti-Lula e prometer uma surra em um presidente é muito ruim.”
A associação entre Lula e a campanha de Jerônimo já vem sendo explorada pelo governador. Em declarações anteriores, ele também classificou ACM Neto como “anti-Lula”, enquanto o adversário tem criticado a gestão estadual e o governo federal.
Apesar do discurso de alinhamento, Jerônimo afirmou que pretende manter autonomia na condução do governo estadual.
“Eu tenho autonomia, vou fazer meu trabalho, mas é importante esse vínculo federal e estadual.”