O senador e candidato à reeleição Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que votou contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018 e disse não se considerar um político que deve ser “monitorado” ou seguir orientações partidárias sem questionamento. A declaração ocorreu ao ser questionado sobre um possível desgaste com o eleitorado petista após sua mudança de posicionamento político.
Coronel relembrou a eleição de 2018 e afirmou que, apesar de ter integrado o grupo político ligado ao PT, não participou ativamente da campanha daquele ano. Segundo ele, sua participação se limitou à convenção partidária, enquanto os filhos, Diego Coronel e Angelo Coronel Filho, participaram da disputa eleitoral.
Ao comentar o episódio, o senador admitiu que votou contra Lula e ironizou as críticas que recebia de integrantes do PT.
“Eu não diria brincadeira, votei mesmo. Minha mão tremeu”, afirmou.
Segundo Coronel, a declaração encerrou as cobranças que vinha recebendo dentro do grupo político. “Você vê que depois desse dia acabou esse discurso. Eu fui confessar, acabou o discurso”, disse.
O senador também defendeu sua autonomia política e afirmou que prefere tomar decisões de acordo com suas próprias convicções.
“Eu não sou político para ser monitorado. Eu prefiro trabalhar com as minhas convicções. Eu não estou pronto ali para estar alienado a ninguém”, declarou.
Coronel ainda destacou a participação dos filhos na campanha de Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que ambos contribuíram para a vitória do governador na eleição de 2022.
“Eu não participei da campanha passada, mas eu tive dois filhos que participaram ativamente da campanha e que podem, não vou dizer que deram a vitória, mas contribuíram muito com a vitória passada de Jerônimo. E ele sabe disso”, afirmou.