Candidato a deputado federal pelo PT, Lucas Reis citou três lideranças políticas que, segundo ele, serviram de inspiração ao longo de sua trajetória e destacou o diálogo como um dos principais valores que pretende levar para a vida pública. Em declaração ao Política Ao Vivo, o petista também criticou a falta de disposição para o diálogo em setores da extrema-direita, defendeu uma atuação política baseada em princípios progressistas e citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como exemplo de conciliação.
Lucas iniciou o relato mencionando o deputado Emiliano José, que, segundo ele, foi responsável por levá-lo para a atividade parlamentar após conhecê-lo no movimento estudantil.
“Eu tenho três grandes inspirações, porque trabalhei com três grandes lideranças desse estado: deputado Emiliano José, que foi quem me conheceu no movimento estudantil e me trouxe para o seu mandato ali, em 2008, 2009.”
Na sequência, Lucas citou o ex-governador e ex-vereador Valdir Pires, com quem afirmou ter tido a oportunidade de trabalhar na Câmara Municipal de Salvador. “Depois tive a honra e o privilégio de acompanhar o ex-governador, então vereador Valdir Pires, na Câmara.”
O terceiro nome mencionado foi o ex-governador Jaques Wagner. Lucas afirmou que acompanhou a trajetória política de Wagner por quase uma década e que esse ciclo chegou ao fim em julho deste ano, em razão das regras da legislação eleitoral.
“E, desde 2017, o ciclo se encerrou agora, no dia 3 de julho, por força da legislação eleitoral. Eu caminhei quase dez anos, nove anos e meio, com o governador, senador, ministro, sempre governador, Jaques Wagner.”
Diálogo como princípio
Após citar as três referências de sua trajetória, Lucas destacou uma característica que, segundo ele, está presente nos três políticos: a capacidade de dialogar.
“Então, todos três têm uma característica muito importante, que eu considero que levarei, aliás, tento levar, não só para a política, mas para o conjunto das ações que a gente tem na nossa vida, que é o diálogo.”
O candidato reconheceu a importância da defesa de posições políticas firmes, mas afirmou que a radicalização precisa encontrar limites na capacidade de conversar para que os problemas sejam efetivamente solucionados.
“A radicalização é muito importante, mas ela precisa ter o limite do diálogo para resolver problemas.”
Lucas também criticou o que classificou como falta de disposição para o diálogo em setores da extrema-direita e defendeu uma aproximação maior com a população.
“Nós vivemos numa sociedade em que hoje há muita gente de um lado e do outro, mas sobretudo na extrema-direita, que não quer conversar. E nós precisamos encontrar o caminho da conversa com a população, porque só assim nós seremos capazes de resolver os problemas.”
“Eu não quero ser bravateiro”
Na avaliação do candidato, discursos políticos não são suficientes para promover mudanças. Lucas afirmou que pretende manter suas convicções políticas, mas buscar pontos de convergência com diferentes setores da sociedade.
“Porque bravata qualquer um faz. Eu sei que tem bravateiro do lado de cá também, tem bravateiro do lado de lá. Eu não quero ser bravateiro, eu quero ser alguém que possa conversar com todo mundo, com os meus princípios, com as minhas convicções, e elas são desse campo, do campo da esquerda progressista, mas que a gente possa encontrar pontos de convergência para encontrar caminho para melhorar a vida do povo.”
Lucas afirmou ainda que, para ele, a política só tem sentido quando é capaz de produzir mudanças concretas na vida da população.
“Política só faz sentido. Isso só faz sentido se você consegue melhorar a vida das pessoas que estão na espera dessa melhora.”
Lula como exemplo
Na sequência, Lucas citou o presidente Lula como uma das principais referências de uma política baseada no diálogo. Segundo ele, Lula, apesar de ter sido historicamente classificado como radical por adversários, conseguiu construir relações com diferentes setores durante seus governos.
“E o presidente Lula é talvez o maior exemplo disso. Alguém que era taxado como radical, que ia quebrar o Brasil, faz um governo, fez e continua a fazer um governo com o diálogo com o empresariado, com o diálogo com setores produtivos do país, com setores financeiros do país.”
Lucas ressaltou, porém, que a capacidade de diálogo, na visão dele, não significa abrir mão de princípios políticos.
“Agora, com os seus princípios. E os seus princípios são fazer mais para quem mais precisa. O Estado tem que ser forte para dar a mão aos mais necessitados.”
Ao concluir, o candidato afirmou que pretende levar essa visão para o Congresso Nacional caso seja eleito para representar a Bahia na Câmara dos Deputados.
“É essa cabeça que eu tenho e é essa cabeça que eu quero levar para o Congresso Nacional, se assim o povo da Bahia desejar e me conceder a honra de representá-lo na Câmara dos Deputados.”