Em Salvador, ex-presidente explicou plano original de enxugamento da Esplanada e relembrou rápida reversão do ato após protestos de artistas.
Ao avaliar os episódios retratados no documentário “963 Dias”, exibido nesta sexta-feira (14) em Salvador, o ex-presidente Michel Temer (MDB) comentou abertamente uma das decisões mais controversas do início de sua gestão: a tentativa de fusão do Ministério da Cultura (MinC) com o Ministério da Educação (MEC).
Temer explicou que a iniciativa visava reduzir o inchaço da máquina federal, mas admitiu o erro político da medida diante da mobilização da sociedade civil. “Naquele momento o que nós pensávamos era reduzir o número de ministérios. Eram quase 40 ministérios, nós reduzimos na época para 23. Houve a ideia de juntar… Mas eu verifiquei logo em seguida, pela reação de artistas e da área da cultura, que não foi uma boa medida administrativa. Logo em seguida eu recuperei o Ministério da Cultura, até porque sempre incentivei a cultura, a arte e os livros. Muito rapidamente nós recuperamos o ministério”, declarou.