Salvador, 13/08/2026 12:37

Jornalismo ético compromissado com a verdade

Salvador

“Ninguém gosta de ser taxado”: Isabela Suarez defende que Brasil use crise com EUA para abrir novos mercados

Screenshot

Compartilhe:

google-news-follow

Durante os 215 anos da Associação Comercial da Bahia, a presidente da entidade cobrou atuação diplomática firme e apontou que os recursos naturais do país são trunfos para reduzir a dependência de uma única economia.

Diante do cenário de forte tensão comercial e do impacto das recentes taxas impostas pelos Estados Unidos, a presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, defendeu que o Brasil transforme o momento desfavorável em uma oportunidade estratégica para diversificar suas exportações e alcançar novos parceiros globais.

A declaração foi feita nesta quinta-feira (13), em Salvador, durante a celebração dos 215 anos da entidade. Ao analisar o impasse internacional, a dirigente ressaltou a necessidade de equilíbrio e maturidade do setor produtivo diante de turbulências externas.

“Ninguém gosta de ser taxado. Eu acho que em todo momento de crise a gente precisa fazer uma reflexão em relação aos nossos ativos”, ponderou Isabela.

Diplomacia e valorização dos recursos nacionais

Para a líder empresarial, a saída para o cenário atual exige duas frentes de atuação simultâneas: a intensificação das negociações diplomáticas brasileiras para solucionar o impasse com os americanos e a busca agressiva por novas alternativas comerciais.

Isabela ressaltou que o Brasil possui uma posição privilegiada no cenário global devido à sua riqueza natural, elemento que deve ser utilizado com mais força na diplomacia comercial.

“Dificilmente um território hoje no mundo tem a quantidade de recursos naturais que o Brasil produz”, enfatizou a presidente da ACB.

Fim da dependência econômica

Concluindo seu posicionamento, a dirigente apontou que a principal lição do atual momento de instabilidade é a urgência de pulverizar os destinos dos produtos brasileiros, evitando a vulnerabilidade a decisões unilaterais de grandes potências econômicas.

“É um momento onde a gente precisa buscar novos mercados. A gente precisa cada vez mais diversificar os nossos mercados para não ficar dependente de apenas uma economia”, finalizou Isabela Suarez.

Jornalista, com atuação na área de política e apaixonado por futebol. Foi coordenador de conteúdo do site Radar da Bahia, repórter do portal Primeiro Segundo e colunista em ambos os veículos. Atuou como repórter na Superintendência de Comunicação da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas e, atualmente, cobre política nos portais bahia.ba e Política Ao Ponto.

Gostou? Compartilhe!

google-news-follow

LEIA TAMBÉM